Quebra homóloga do PIB português é a quarta maior na UE

Apesar de ter uma das maiores recuperações no terceiro trimestre, o PIB português é o quarto em termos de dimensão da quebra homóloga do produto.

A recuperação da economia do segundo trimestre para o terceiro trimestre não apagou totalmente a quebra inicial provocada pela crise pandémica. Face ao terceiro trimestre de 2019, o PIB português continuou 5,7% aquém. Esta é a quarta maior quebra homóloga da União Europeia, de acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo Eurostat, apenas superada por Espanha (-8,7%), República Checa (-5,8%) e Roménia (-6%).

Em média, na União Europeia, a contração homóloga do PIB no terceiro trimestre deste ano situou-se nos 4,3%, menos 1,4 pontos percentuais face à registada em Portugal. Já o crescimento em cadeia de 11,6% na UE (e de 12,6% na Zona Euro) foi o maior desde, pelo menos, 1995. Contudo, é de assinalar que ainda há sete países, incluindo alguns bastante afetados pela pandemia (Grécia, Malta e Croácia) para os quais ainda não há dados neste momento.

Apesar de ter registado a segunda maior recuperação em termos percentuais, em cadeia, Espanha é o país mais afetado pela crise pandémica quando se avalia esse impacto pela evolução do PIB. Mesmo com um crescimento de 16,7% do segundo para o terceiro trimestre, o PIB espanhol continua 8,7% aquém do nível registado no terceiro trimestre de 2019, o pior registo da União Europeia.

Segue-se a Roménia e a República Checa e só depois Portugal. Apesar de ter a quarta maior recuperação em termos percentuais, em cadeia, Portugal tinha um ponto de partida bastante pior e o crescimento trimestral de 13,3% não foi capaz de o apagar. Face ao terceiro trimestre de 2019, a economia portuguesa continua 5,7% aquém.

Com uma maior capacidade de recuperação esteve a economia francesa e a italiana. Em França, o PIB recuperou 18,2% em termos trimestrais, o maior crescimento em cadeia de toda a União Europeia, o que permitiu reduzir a quebra homóloga no terceiro trimestre para os 4,3%, uma décima abaixo da média da UE.

Já em Itália o crescimento em cadeia de 16,1% permitiu reduzir a quebra homóloga para os 4,7%, três décimas acima da média da UE.

Do outro lado da tabela está a Lituânia onde a quebra homóloga resume-se a uma queda de 1,7%, a mais baixa de toda a UE. Segue-se a Polónia (-2%), a Eslováquia (-2,2%) e a Holanda (-2,5%).

Fora da União Europeia, o Eurostat refere os números do Reino Unido e dos EUA. O PIB britânico regista uma quebra homóloga de 9,6% no terceiro trimestre pelo que se ainda estivesse na UE seria o pior desempenho, acima de Espanha. Já os Estados Unidos registam uma quebra de 2,9% em termos homólogos, melhores do que a média da UE.

Tal como o PIB, o mercado de trabalho também recuperou no terceiro trimestre com o emprego a crescer 0,9% em cadeia, após uma queda de quase 3% no segundo trimestre. Contudo, o emprego continua 2% abaixo do nível do mesmo trimestre do ano passado.

(Notícia atualizada às 10h42 com mais informação)

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