Centeno defende que “apoios públicos devem ser temporários”

Governador do Banco de Portugal considera que os apoios públicos face à crise provocada pela pandemia devem ser temporários e que torná-los permanentes poderá dificultar ajuda às famílias e empresas.

O governador do Banco de Portugal defende que os apoios públicos à crise provocada pela pandemia devem ser “temporários”. Caso contrário, torná-los permanentes poderá dificultar a resposta à atual emergência económica e a outras crises no futuro, frisou Mário Centeno.

“Os apoios públicos devem ser temporários. Perante numa crise que não é estrutural, não devemos alterar as características fundamentais do nosso sistema de apoios sociais e económicos”, referiu Mário Centeno numa intervenção feita esta segunda-feira na 10.ª Conferência do Banco de Portugal “Desenvolvimento económico português no espaço europeu”.

Segundo o governador do banco central, a crise atingiu margens do nosso tecido económico, empresarial e laboral que não estavam abrangidos por políticas tradicionais, daí que os apoios devam ser ainda mais focados, mas “temporários“.

“Na verdade, alterações permanentes neste momento irão distorcer os atuais mecanismos de apoio à retoma da atividade, tornando-se mais difíceis de adaptar no futuro e correndo o risco de não responder às exigências da natureza da crise que temos em mãos“, explicou Centeno.

Este é um dos desafios que se deve impor na definição das políticas públicas, numa situação de crise provocada pelo surto de Covid-19 em todo o mundo.

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