PSD não se opõe a prolongamento do estado de emergência

PSD não se pronuncia sobre as medidas concretas que Governo poderá aplicar, defendendo apenas que devem ser iguais para todos. Critica assim o PCP pela realização do congresso.

O PSD não se opõe a um prolongamento do estado de emergência, adiantou Nuno Morais Sarmento. O partido não vai “obstaculizar” que se mantenha por mais tempo o “quadro legal extraordinário para que o Governo possa tomar determinadas medidas”, disse, à saída da reunião com Marcelo Rebelo de Sousa.

“Entendendo o Presidente da República e o Governo que é necessário prolongar o quadro legal para que o Governo possa tomar determinadas medidas, o PSD está de acordo, não obstaculiza que quadro legal se mantenha“, adiantou o vice-presidente social-democrata, em declarações transmitidas pela RTP 3.

Quanto às medidas específicas a serem tomadas, o social-democrata aponta que nenhuma foi discutida com o Presidente. Sublinha, ainda assim, que a comunicação das medidas “tem de passar a ser feita de forma coerente e clara”, nomeadamente para evitar confusões e deixar os “portugueses com segurança”.

Para além disso, defende que as “decisões têm de ser iguais para todos”, apontando que o partido não entende as diferentes regras aplicadas durante o fim de semana de recolher obrigatório. Aponta assim o dedo ao PCP por continuar a planear realizar o congresso, referindo que o PSD decidiu não realizar o congresso da Madeira, um “exercício de bom senso”.

PSD critica “absurdo número de propostas de alteração”

Quanto aos avanços no Orçamento do Estado, cujo debate na especialidade vai começar esta sexta-feira, o vice-presidente do PSD salientou apenas o “completo absurdo número de propostas de alteração”. Para Nuno Morais Sarmento, este é um indicador de que o documento ainda poderá “piorar significativamente”.

O vice-presidente social-democrata apontou que este é um orçamento que o primeiro-ministro decidiu que seria com contributo das propostas do Bloco e PCP, e que, com a quantidade de alterações que todos os partidos querem fazer no documento, este “só tende a piorar”. “Já era na sua proposta inicial e o resultado final pode ser ainda francamente pior”, reiterou.

Nuno Morais Sarmento sublinhou que este Orçamento do Estado já tem mais de 1.400 propostas de alteração na especialidade, número que apelida de um “disparate”, apontando que é “completamente absurdo” ter este volume.

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