Este fim de semana mantém-se recolher obrigatório em 191 concelhos. Escalões de risco só no novo estado de emergência

As medidas que o Governo está a estudar para dividir o país em três grupos de risco destinam-se a um eventual novo estado de emergência.

Os novos escalões para os concelhos onde há mais risco de propagação do vírus, que o Governo está a estudar aplicar, destinam-se a um novo eventual estado de emergência. Desta forma, neste fim de semana deverão manter-se as restrições que abrangem 191 concelhos do país e que impõem um recolher obrigatório às 13h.

Foi o deputado do PEV, José Luís Ferreira, que adiantou esta terça-feira o que o Governo tinha nos planos, depois de se reunir com o Presidente da República. O deputado explicou que estava em estudo uma divisão dos concelhos em maior risco entre três escalões: de 240 a 480 casos por 100 mil habitantes, de 480 a 960 casos e mais de 960 casos.

Seria apenas no escalão mais elevado que seriam aplicadas restrições mais apertadas, como aquelas previstas para este fim de semana, adiantou também José Luís Ferreira. Ficou a dúvida se as alterações teriam efeito já neste final de semana. Questionado pelo ECO, o partido esclareceu que estas medidas estão a ser pensadas para um eventual novo estado de emergência.

O estado de emergência atual está em vigor até à próxima segunda-feira, dia 23 de novembro, com as medidas já conhecidas para os concelhos de maior risco, que impõem recolher obrigatório às 23h nos dias de semana e às 13h no fim de semana.

Existe a possibilidade de renovação deste estado de emergência por mais 15 dias, sendo que o Presidente da República está a ouvir os partidos sobre o assunto. O mais provável é que Marcelo Rebelo de Sousa opte pela renovação, segundo adiantaram os partidos à saída das reuniões. A Assembleia da República já está preparada para esta possibilidade, tendo pré-agendado para esta sexta-feira às 09h00 o debate e votação de uma eventual renovação do estado de emergência.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Este fim de semana mantém-se recolher obrigatório em 191 concelhos. Escalões de risco só no novo estado de emergência

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião