“Mais do que estados de emergência precisamos de medidas de urgência”, diz Jerónimo de Sousa

Jerónimo de Sousa diz que PCP vai manter voto contra a eventual renovação do estado de emergência e garante a realização do congresso, que será "demonstrativo de que se podem exercer direitos".

O líder do PCP diz que os comunistas vão manter o voto contra uma eventual renovação do estado de emergência, defendendo que “não bastam declarações bem-intencionadas”, e que é são antes necessárias “medidas de urgência” no plano económico e social. Além disso, Jerónimo de Sousa revelou que o congresso do partido se vai manter nas datas programadas, sublinhando que será “demonstrativo de que se podem exercer direitos e liberdades”, mesmo em tempos de pandemia.

Para Jerónimo de Sousa, o momento atual “demonstrou a razão” que o PCP tinha ao votar contra o atual estado de emergência, que vigora até 23 de novembro, e está agora a ser revisto. Nesse contexto, o secretário-geral do PCP comunicou a Marcelo Rebelo de Sousa que o partido “vai manter” o sentido de voto. “Mais do que estados de emergência são necessárias medidas de urgência para resolver os problemas”, nomeadamente “no plano económico e no plano social”, apontou Jerónimo de Sousa, à saída da reunião com o Presidente da República, no Palácio de Belém.

Neste contexto, apesar de referirem que “nenhum de nós pode subestimar a situação em que vivemos, os comunistas reiteram que “não bastam declarações bem-intencionadas”, mas são precisas “medidas que garantam o combate à pandemia”, sobretudo no que toca ao reforço do Serviço Nacional de Saúde. Relativamente às novas medidas que vão enquadrar uma eventual renovação do estado de emergência, o PCP prefere esperar para ver “aquilo que vai ser apresentado”. “O que estamos todos de acordo é que as medidas que foram tomadas anteriormente não resultaram“, sublinha Jerónimo de Sousa.

Além disso, o PCP incitou o Governo a explicar aos portugueses as medidas vão ser tomadas, “o seu alcance”, bem como “as suas consequências”, já que segundo o secretário-geral, as pessoas “não entendem e continuam a ver a agravar a sua situação”.

Sobre o congresso nacional do partido, agendado para os dias 27, 28 e 29 de novembro, o líder dos comunistas garantiu que se irá realizar, sendo “um exemplo demonstrativo de que é possível exercer direitos e liberdades“, no contexto pandémico. Não obstante, o PCP assegura que “vão ser tomadas todas as medidas sanitárias em termos de circulação, proteção individual”, sendo, por isso, um “congresso que permite, nesse aspeto, dar garantias.”

(Artigo atualizado às 14h25)

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