Portugal é dos países europeus que menos gastos extra fez na saúde por causa da Covid

Gastos adicionais dos Governos da UE com a saúde devido à pandemia vão desde quase 450 euros por pessoa a 21 euros, segundo os dados da OCDE.

Portugal está entre os países europeus que menos se comprometeram com gastos adicionais na saúde por causa da Covid-19, em termos despesa per capita, de acordo com os dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). As respostas dos Governos vão desde quase 450 euros por pessoa a apenas 21 euros.

No caso de Portugal, as medidas anunciadas pelo Governo representam um gasto de 57 euros por pessoa, abaixo da média da União Europeia, de 112 euros. As conclusões são do relatório Health at a Glance Europe 2020, que fez as estimativas a partir de anúncios oficiais de medidas contra a Covid-19, sendo compromissos e não despesas reais.

No topo dos gastos surge o Reino Unido, com 446 euros, a Alemanha, com 302 euros e a Irlanda (220 euros). Segue-se ainda a Espanha, cujos gastos adicionais são de 220 euros por pessoa, segundo as contas da OCDE. Por outro lado, no extremo oposto, encontra-se a Letónia (21 euros), a Grécia (30 euros) e a Islândia (32 euros).

As medidas mais comuns relacionadas com a pandemia adotadas na saúde incluem a aquisição de equipamentos médicos especializados e de proteção individual (EPI), ampliar a capacidade de testagem, contratação de trabalhadores adicionais e pagamentos de bónus, apoio a hospitais e contribuições para o desenvolvimento de vacinas.

Apesar de Portugal ser dos que menos gastam, o país destaca-se pela positiva noutros indicadores. Brilha na quantidade de testes, ao situar-se acima da média na testagem diária, segundo as estimativas que se focaram 30 dias após o país contabilizar 10 mortes por milhão de habitantes (em média durante uma semana). Portugal fez 126 testes por 100 mil habitantes, enquanto a média foi de 124.

E também foi mais rápido do que a média a travar a propagação do vírus na primeira vaga. Demorou em média 34 dias para os países europeus controlarem a primeira onda do surto, de acordo com a OCDE, enquanto Portugal demorou 32 dias a colocar o valor do R, ou seja, o índice de transmissibilidade do vírus, abaixo de 1 por mais de quatro dias consecutivos.

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