Grupo de conselheiros do Montepio acusa administração de “silenciar vozes incómodas”

Um grupo de conselheiros da associação mutualista acusa a administração de Virgílio Lima de querem silenciar "vozes incómodas" ao extinguir o conselho geral.

Um grupo de conselheiros da Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG) acusa a administração de Virgílio Lima de “tentativa de silenciamento de vozes incómodas”, depois de a instituição ter extinguido — “tudo no interesse da opacidade” — o conselho geral na sequência do registo dos novos estatutos.

João Costa Pinto, Manuel Dias Ferreira, Carlos Areal, Viriato da Silva e Gonçalo Caetano Alves, eleitos para o conselho geral em listas da oposição à atual administração, dizem que o fim daquele órgão de supervisão “foi meticulosamente preparado” através de “truques e malabarismos” que permitem que o Montepio “funcione sem qualquer tipo de controlo, aconselhamento e supervisão”.

Numa carta que ia ser entregue na sessão de despedida agendada para esta sexta-feira, mas que foi entretanto cancelada à última hora, estes conselheiros consideram que a extinção do conselho geral “contraria quer a letra da lei, quer o espírito do legislador, tudo no interesse da opacidade”, ainda que os novos estatutos determinem a substituição deste órgão pela nova assembleia de representantes.

Dizem, por isso, que o conselho de administração, a mesa da assembleia geral e a comissão de revisão dos estatutos, “secundada pelos organismos oficiais”, tentaram “silenciar a voz que conseguiu, durante décadas, apontar erros e deficiências, assim como apresentar sugestões e soluções”.

Na sequência da aprovação dos novos estatutos, a AMMG extinguiu o conselho geral, que tem por missão acompanhar e supervisionar a atuação da administração da instituição. A instituição adianta que tal ocorreu porque o este órgão deixou de ter previsão estatutária e não por decisão interna.

Por causa disso, a reunião do conselho geral que ia ter lugar esta quinta-feira para discutir o plano e orçamento para 2021 já não se realizou. Para esta sexta-feira estava agendada uma sessão de despedida com os conselheiro, seguida de um almoço, na sede. Foram cancelados devido à atual situação da pandemia, segundo uma carta de Virgílio Lima aos convidados.

(Notícia atualizada às 13h44)

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