AEP diz que medidas deviam equilibrar saúde e economia

  • Lusa
  • 23 Novembro 2020

A AEP mostra-se preocupada com a situação que as empresas estão a atravessar, notando ainda que esta pode agravar-se “num futuro próximo”.

A Associação Empresarial de Portugal (AEP) defende que as novas medidas de confinamento, anunciadas no sábado, deveriam equilibrar as preocupações de saúde pública e o funcionamento da economia, lamentando a exigência que tem sido colocada ao setor.

“A AEP considera que as novas medidas de confinamento, comunicadas aos portugueses este sábado, deveria centrar-se no indispensável equilíbrio entre as preocupações de saúde pública e o desejável funcionamento da economia e o consequente impacto social”, sublinhou, em comunicado, a associação.

Neste sentido, a AEP mostrou-se preocupada com a situação que as empresas estão a atravessar, notando ainda que esta pode agravar-se “num futuro próximo”.

Por outro lado, a associação referiu que algumas das medidas que têm vindo a ser anunciadas são insuficientes ou não se concretizam.

“Estamos perante um combate com impactos cada vez mais assimétricos, nitidamente em desfavor da atividade empresarial privada, a quem tudo tem sido exigido, que ficou agora com o ónus de dispensar os seus trabalhadores nos dias 30 de novembro e 07 de dezembro, entre outras exigências e restrições”, vincou.

Citado no mesmo documento, o presidente da AEP afirmou que as medidas de apoio “têm assumido um caráter pontual e imprevisível”, acrescentando que não é possível adotar uma estratégia reativa, pois os impactos negativos “são e serão muito sérios”.

A AEP referiu também que, tendo em conta que o mapa de incidência da pandemia mostra que as zonas de risco estão, sobretudo, nos municípios com elevada concentração da atividade produtiva, esta tem que ser “fortemente apoiada e não duplamente penalizada”.

Portugal contabiliza pelo menos 3.971 mortos associados à Covid-19 em 264.802 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O país está em estado de emergência desde 09 de novembro e até 08 de dezembro, período durante o qual há recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado.

Durante a semana, o recolher obrigatório tem de ser respeitado entre as 23h00 e as 05h00, enquanto nos fins de semana e feriados a circulação está limitada entre as 13h00 de sábado e as 05h00 de domingo e entre as 13h00 de domingo e as 05h00 de segunda-feira.

A circulação entre concelhos vai ser proibida entre os dias 27 de novembro e 02 de dezembro e 04 e 09 de dezembro, anunciou, este sábado, o primeiro-ministro, António Costa.

Nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro, vésperas de feriados nacionais, as aulas estão suspensas e haverá tolerância de ponto na Função Pública

No mesmo dia, o executivo determinou que passa a ser obrigatório o uso de máscara nos locais de trabalho, exceto quando os postos são isolados ou quando haja separação física entre estes.

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