Governo e Microsoft vão reforçar competências digitais de 200 mil até 2022

O Governo assinou um protocolo com a Microsoft para acelerar a transição digital. O objetivo é reforçar as competências digitais de 200.000 portugueses até 2022, apoiar empresas e startups.

Pedro Siza Vieira e Paula Panarra, na assinatura do memorando de entendimento.

O Governo e a Microsoft Portugal assinaram esta sexta-feira um memorando de entendimento para acelerar o plano de ação e a transição digital no país. O objetivo é reforçar a formação das competências digitais no setor público e privado até 2022, apoiar o ecossistema das startups em Portugal e reforçar a empregabilidade, através da contratação de mais profissionais para a Microsoft.

Até 2022, a Microsoft quer reforçar a formação de competências digitais 200.000 pessoas em Portugal, entre eles 100.000 trabalhadores da Administração Pública. A pensar na população mais jovem, a multinacional vai reforçar a parceria com o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) e criar mais Academias Microsoft, com o objetivo de formar 70.000 alunos do ensino superior nos próximos dois anos. O compromisso da Microsoft no apoio à transição digital assenta em três áreas de atuação: as pessoas, as empresas e o Estado digital.

“As tecnologias digitais podem ser um motor de transformação do nosso país. Podem capacitar a população para beneficiar plenamente das oportunidades que as tecnologias digitais criam nesta nova economia, aumentar a produtividade das nossas empresas e a sua capacidade de ligação com os seus cientes em mercados cada vez mais abrangentes e ser também o motor de transformação na Administração Pública”, disse o ministro de Estado, da Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira, durante o evento que decorreu no Ministério da Economia e foi transmitido online.

Além disso, a pensar no reforço da digitalização da Administração Pública, a Microsoft quer apoiar a criação de 15 projetos que envolvem laboratórios de desenvolvimento, de inovação, e transformação até 2022. Na área da cibersegurança, pretende reforçar o apoio ao setor público com 100 sessões de formação e esclarecimentos sobre prevenção, detenção e reposta a ciberataques até 2022.

Na área da sustentabilidade, propõe-se “a reforçar a colaboração ativa com os organismos públicos ligados a sustentabilidade ambiental, na procura de “soluções inovadoras e de aferição de dados de impacto ambiental”, refere o documento.

“Este memorando vem reforçar o nosso papel enquanto agentes da recuperação económica e resiliência digital tão necessárias no contexto atual, assim como na construção de um futuro mais sustentável. Em conjunto com o Governo, parceiros e associações, pretendemos potenciar a tecnologia como motor de crescimento económico e dar resposta às necessidades de um mercado que é cada vez mais global e digital”, destacou Paula Panarra, diretora-geral da Microsoft Portugal.

Para apoiar as startups, a Microsoft vai investir até um milhão de euros na criação do programa “Highway to 5 Unicorns”, apoiando cinco startups portuguesas a promover a descentralização e o empreendedorismo no interior do país e ilhas. Além disso, vai expandir o programa de aceleração “Microsoft for Startups”, das atuais 40 para 100 startups portuguesas, disponibilizando tecnologia na cloud gratuita e acesso a oportunidades com clientes.

Para apostar na empregabilidade, a Microsoft vai continuar a apostar nos recursos humanos e quer contratar mais 300 pessoas, para chegar aos 1.500 colaboradores em Portugal.

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