Estes vão ser os primeiros portugueses a ser vacinados

A primeira fase de vacinação, que arranca em janeiro, deverá abranger 950 mil pessoas e a segunda cerca de 1,8 milhões de portugueses, explicou Francisco Ramos, coordenador do Plano de Vacinação.

Já está definido quais serão os portugueses que vão receber a vacina contra a Covid-19 em primeiro lugar.

O Governo apresentou esta quinta-feira o plano nacional de vacinação contra a Covid-19, um plano que se será universal, gratuito e facultativo. Mas ainda assim foi necessário definir prioridades para quem vai receber as primeiras vacinas, ministradas nos cerca de 1.200 centros de saúde que existem no país, de um montante global que será de 22 milhões, e que deverá custar até 200 milhões de euros.

Uma primeira fase vai começar em Janeiro e deverá estender-se ao longo do mês de fevereiro, isto num cenário otimista, abrangendo 950 mil pessoas organizadas nestes subgrupos:

  • pessoas com 50 ou mais anos com pelo menos uma das seguintes patologias: insuficiência cardíaca, doença coronária, insuficiência renal e doença respiratória crónica com suporte ventilatório. Este grupo abrange cerca de 450 mil pessoas com vulnerabilidades pré-existentes.
  • residentes em lares e internadas em unidades de cuidados continuados e os respetivos profissionais, que deverão ser cerca de 250 mil pessoas, e que serão vacinadas nas respetivas unidades em que se encontram.
  • profissionais de saúde diretamente envolvidos na prestação de cuidados e profissionais das Forças armadas e de segurança (serviços críticos e cuja elencagem ainda tem de ser afinada, que deverão somar cerca de 300 mil pessoas.

Numa segunda de vacinação, decorrer de março a abril ou de junho a julho, estarão abrangidas 2,7 milhões de pessoas que se distribuem da seguinte forma:

  • Com 65 ou mais anos sem qualquer outra patologia, reconhecendo que os idosos são o grupo mais vulnerável. Neste patamar são abrangidas 1,8 milhões de pessoas.
  • E dos 50 até aos 64 as pessoas com diabetes, neoplasia maligna ativa, doença renal crónica, insuficiência hepática, obesidade, hipertensão arterial e ainda com a possibilidade de se vir a incluir outras patologias. Este grupo abrange 900 mil pessoas.

A terceira fase deverá ser o resto da população se for possível confirmar o ritmo de abastecimento de vacinas com que o Governo está a trabalhar. Se o ritmo for mais lento então será necessário voltar a criar novos grupos prioritários, explicou Francisco Ramos, coordenador do Plano de Vacinação.

(Notícia atualizada às 11h45 de sexta-feira, dia 4 de dezembro, com dados do Plano do Governo).

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