Em ano de pandemia, 120 startups de saúde participam no Web Summit

A grande maioria das startups de medtech presentes no Web Summit estão à procura de pessoas para contratar ou a angariar fundos.

Mais de duas mil startups decidiram participar na edição 2020 do Web Summit, que decorre totalmente online. Em ano de pandemia, a saúde foi um dos temas em destaque no evento, e são cerca de 120 as startups que se encontram na área da medtech, ou seja, na indústria da tecnologia médica, bem como no setor farmacêutico.

Apenas 14 startups nesta área participaram mesmo no Pitch, a competição do Web Summit, como é o caso da austríaca Healcloud, que utiliza big data na pesquisa de resultados, epidemiologia e desenvolvimento e execução de ensaios clínicos, ou da chilena Lixi, que desenvolveu uma interface não invasiva cérebro-computador para autonomia em pacientes com síndrome “locked-in“, bem como para eficiência em hospitais e domicílio.

Ainda assim, existem várias outras que marcam presença no evento, como a brasileira Cori. A empresa trabalha com operadores de saúde e desenvolveu uma aplicação em que recolhe informação dos pacientes e consegue partilhar esses dados, sendo que quando há uma variação, por exemplo, no estado de saúde do paciente, é enviado um alerta para que seja possível tomar ação para prevenir uma hospitalização, explicou um dos responsáveis da empresa ao ECO, numa ligação no Mingle, a ferramenta para ligar os participantes no Web Summit.

Essa é, de resto, uma das ferramentas que está a ser utilizada pelas startups este ano para divulgar os projetos, já não é possível fazer contactos pessoalmente como nas edições anteriores. As conversas, nas quais são escolhidas pessoas com interesses relacionados por um algoritmo, duram apenas três minutos mas permitem adicionar o contacto das pessoas para fazer a ligação depois.

A grande maioria das startups nesta área está a contratar pessoas, bem como a angariar fundos. Entre as medtech que estão à procura de novos membros para a equipa, 11 são portuguesas. A Promptly, por exemplo, ajuda os pacientes a lidar com as doenças, nomeadamente ao antecipar como se sentirão após cada tratamento.

Mas há também várias startups internacionais que querem contratar, como a SeeYouDoc, das Filipinas, um marketplace para serviços de saúde com telemedicina integrada, agendamentos e pagamentos digitais, ou a alemã Thryve, cuja tecnologia permite o acesso a dados e análises de saúde de mais de 300 dispositivos médicos wearable e outras fontes através de uma única API (Application Programming Interface).

Já são mais as portuguesas que procuram financiamento na Web Summit, cerca de 14, segundo a página do evento. É o caso da UpHill, que desenvolve um software que ajuda os médicos na tomada de decisões. A startup já tem vindo a destacar-se no empreendedorismo nacional, tendo inclusive levantado 600 mil euros numa ronda de investimento liderada pela Luz Saúde, no ano passado.

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