Ambientalistas elogiam compromisso da UE mas querem emissões a cair 65% até 2030

"A trajetória para a neutralidade climática em 2050 requer uma redução de 65% entre 1990 e 2030. Note-se que o Parlamento Europeu defende uma redução de 60% de emissões", frisou a Zero em comunicado. 

Para a ZERO e para as organizações não-governamentais de ambiente europeias, a adoção de uma meta doméstica de redução líquida de “pelo menos 55%” entre 1990 e 2030 é uma conquista importante para a liderança da União Europeia no domínio do clima.

“Porém, esta liderança da Europa fica mesmo assim aquém do necessário para a União Europeia estar em linha com o Acordo de Paris. Trata-se de uma meta líquida, isto é, contemplando as florestas como sumidouros, correspondendo assim a uma redução efetiva menor, entre 50 e 53% e quando a trajetória para a neutralidade climática em 2050 requer uma redução de 65% entre 1990 e 2030. Note-se que o Parlamento Europeu defende uma redução de 60% de emissões”, frisou a Zero em comunicado.

Este sábado, 12 de dezembro, data em se assinala o 5º aniversário sobre a data em que foi selado, na COP21 o Acordo de Paris, terá lugar a Cimeira da Ambição do Clima, que apresenta uma oportunidade para mais de 70 Chefes de Estado e de Governo apresentarem novos compromissos ambiciosos na luta contra as alterações climáticas.

Copatrocinada pelo Secretário-Geral da ONU, António Guterres, as presidências das cimeiras do clima da ONU (Chile para a COP25 e Reino Unido e Itália para a COP26), o evento fornece uma plataforma para políticos, negócios, investidores e líderes para mostrar mudanças significativas que implementam de acordo com os três pilares do Acordo de Paris: mitigação, adaptação e financiamento climático. A UE será representada pela Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, com 13 chefes de Estado e de Governo europeus, incluindo Portugal.

Mesmo a tempo desta Cimeira da Ambição sobre o Clima, a UE acordou na véspera “um novo objetivo, que homenageia uma liderança política ousada e mostra como o Acordo de Paris se tornou um catalisador para a ação climática na economia real. Um ano antes da COP26, a UE marca o momento em que as expectativas internacionais se concentram em ações decisivas de mitigação, adaptação e financiamento climático durante a próxima década. Embora as metas mais altas para 2030 tenham sido anunciadas pela UE e pelo Reino Unido e figurem com destaque nos planos do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, o financiamento do clima e a resiliência ainda são amplamente negligenciados“, sublinha a Zero.

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