Marcelo Rebelo de Sousa reduz refeições de Natal após críticas

  • ECO
  • 23 Dezembro 2020

Depois de ser criticado por pretender fazer várias refeições de Natal com vários grupos de pessoas em plena pandemia, o Chefe de Estado vai limitar-se a um jantar com cinco pessoas esta quarta-feira.

O Presidente da República e recandidato ao cargo decidiu reduzir as refeições com grupos de pessoas nesta época natalícia, limitando-se agora a fazer uma refeição já esta quarta-feira à noite, com apenas cinco pessoas, que considerou ser “o mínimo”.

Marcelo Rebelo de Sousa tinha sido criticado depois de, numa entrevista recente, ter revelado que pretendia fazer três refeições com vários grupos diferentes nos dias da consoada e do Natal, aparentemente em contradição com o que é pedido aos portugueses por causa da pandemia.

“Reduzi. Já só há uma refeição com cinco pessoas. Eram três, mas tenho apenas uma refeição, que é logo à noite. Fica o Natal reduzido a hoje à noite”, disse o Presidente da República, que entregou a recandidatura às Presidenciais esta quarta-feira.

Para além das 12.747 assinaturas, o candidato Marcelo Rebelo de Sousa entregou ainda o orçamento de campanha. “São 25 mil euros. Tenciono não gastar mais do que isso”, disse aos jornalistas, em declarações transmitidas pela RTP3.

“A minha ideia hoje é apresentar a candidatura e no futuro é fazer uma campanha pela positiva. Eu não irei fazer uma campanha atacando nenhum candidato nem nenhuma candidata. Direi exatamente aquilo que penso sobre o futuro do país”, declarou o candidato aos jornalistas, à saída do Palácio Ratton, em Lisboa, citado pela Lusa.

Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu a todos os que contribuíram para a sua recolha, observando: “Não chegam ao número de há cinco anos, 15 mil, mas foi o que foi possível”.

No seu entender, nesta campanha os candidatos devem falar sobre “os problemas que o Presidente eleito no dia 24 de janeiro vai ter entre mãos: a pandemia, a crise económica e social aprofundada, a recuperação do país durante anos, a tentativa de ir mais longe do que a recuperação, a superação dos fossos das diferenças, das desigualdades económicas, que se agravaram brutalmente e a manutenção do equilíbrio do sistema político”.

“Sabem que eu sou defensor de estabilidade e de compromisso, nesse sentido, sendo um fator de estabilização, de pacificação e de compromisso na sociedade portuguesa. Acho que esses são os grandes temas — depois também a presidência portuguesa da União Europeia — sobre os quais os portugueses querem uma resposta”, acrescentou.

(Notícia atualizada às 10:59 com mais iinformações)

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