Saber o quê e com quem comunicar: a receita para gerir (e gerar) dinheiro a partir de qualquer parte do mundo

Criar comunidades online ou começar um negócio de vendas sem ter contacto com o produto, o designado "dropshipping", são algumas das estratégias para criar negócios de sucesso na internet.

John Oliveira, especialista em negócios digitais, foi um dos primeiros nómadas digitais em Portugal e foi ao Nómada Digital Summit para explicar como criar um império com recurso a “comunidades” no online. Hoje, o seu principal negócio é uma comunidade de mais de um milhão de pessoas no Facebook, que se dedica apenas a uma temática: unhas. Para criar um site com sucesso é necessário encontrar o nicho a explorar, construir uma comunidade de pessoas, e investir em publicidade e e-commerce para garantir o tráfego online.

A Pessoas acompanhou os temas em debate na 1.ª edição do Nómada Digital Summit, que a partir de agora pode rever de forma integral no site oficial do evento.

Se está a pensar em comércio online, também pode optar pelo dropshipping: uma forma de comércio online, na qual o dono da loja online nunca tem contacto com o produto. Compra-o a um preço mais baixo e vende-o a um preço mais elevado diretamente ao consumidor. Vasco San-Payo, fundador da Excuse me bro, mudou-se para Bali (Indonésia) e, a partir dali, gere o seu negócio de dropshipping. Para o empreendedor, este tipo negócio deve começar com um investimento de 1.000 euros, sendo que 900 euros devem servir para marketing e anúncios nas redes sociais.

Se, por outro lado, está a pensar criar um evento online, uma das estratégias poderá ser inverter a forma convencional: venda os ingressos para um evento antes de o preparar e utilize essa fonte de rendimento para o organizar, explicou Cristiano Btzar, fundador da Bnext1, uma empresa especializada em consultoria informática.

E como, para todos os negócios, são precisas boas contas, Ludmila Rebola, especialista em contabilidade para trabalhadores independentes e freelancers, garante que os recibos verdes podem oferecer mais vantagens do que se pensa, desde que os profissionais sejam devidamente acompanhados por um contabilista. De acordo com a contabilista, até aos 30 mil euros de faturação compensa continuar com o sistema de recibos verdes e só a partir desse valor se deve pensar em abrir uma empresa em nome próprio, sendo que a viabilidade vai sempre depender das despesas do negócio.

Os negócios online foram um dos temas em debate na Nómada Digital Summit 2020, com 19 conferências.

A internet abriu-nos portas a um sem fim de novos negócios que vão muito além de comércio online. Blogs, cursos online, coaching, agências e muitos mais negócios que se aproveitam de forma positiva da internet para conquistar o mundo online. Num mundo de possibilidades infinitas urge aprender sobre os desafios dos vários negócios, os primeiros passos e como gerir e escalar negócios 100% online“, explica à Pessoas Gonçalo Hall, um dos fundadores da Nómada Digital Summit, em antecipação da segunda edição, que terá um dia dedicado ao tema dos negócios online.

A segunda edição da Nómada Digital Summit vai decorrer entre 8 e 10 de abril de 2021 e o trabalho remoto será o centro do debate. Durante três dias estarão no foco temas como a educação, competências, freelancing, o emprego remoto, os negócios online e, tal como sugere o nome, o nomadismo digital. A novidade este ano surge no terceiro dia, que vai incluir workshops nas áreas de freelancing, emprego remoto e empreendedorismo.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Saber o quê e com quem comunicar: a receita para gerir (e gerar) dinheiro a partir de qualquer parte do mundo

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião