Desemprego cai pelo terceiro mês consecutivo. Taxa encolhe para 7,2%

O desemprego caiu, em novembro, para 7,2%, ficando 0,3 pontos percentuais abaixo da taxa registada em outubro, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística.

A taxa de desemprego caiu para 7,2%, em novembro. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), este é o terceiro mês consecutivo em que o indicador em causa regista quebras em cadeia. Ainda assim, a taxa ficou 0,5 pontos percentuais (p.p) acima da verificada no mês homólogo.

Segundo a nota estatística publicada esta quinta-feira, em novembro, a taxa de desemprego fixou-se em 7,2%, menos 0,3 pontos p.p. que em outubro, mas mais 0,5 p.p. do que no mês homólogo de 2019. Este é terceiro mês consecutivo em que, na variação em cadeia, há um recuo a registar. Depois do aumento do desemprego verificado no período do verão (junho, julho e agosto), setembro inaugurou a tendência de recuos, com outubro e novembro a consolidar.

É preciso recuar a maio para encontrar uma taxa mais baixa que a de novembro

Fonte: INE

Também entre os jovens, esses recuos estão a ter reflexo. Em novembro, a taxa de desemprego dos jovens foi estimada em 23,3%, menos 1,4 p.p. do que no mês anterior.

No que diz respeito ao emprego, o INE indica que, em novembro, a população empregada aumentou 0,6% face ao mês anterior e diminuiu 0,9% face ao mesmo mês de 2019. O 11º mês de 2020 trouxe, tudo somado, mais 27 mil postos de trabalho ocupados. Na mesma linha, a população desempregada caiu 3,1% face a outubro, mas aumentou 8,1% face ao novembro de 2019.

Destaque também para a taxa de subutilização de trabalho, que se situou em 14% em novembro, menos 0,9 p.p. do que no mês anterior e mais 1,5 p.p. do que no mês homólogo. A subutilização do trabalho é um indicador que inclui a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego mas não disponíveis para trabalhar e os inativos disponíveis mas que não procuram emprego.

O referido recuo desta taxa, em cadeia, é explicado, diz o INE, pela diminuição (menos 8,9%) do número de inativos disponíveis para trabalhar, mas que não procuram emprego. De notar que, durante o período de confinamento, esta busca esteve mais condicionada, daí que o número de inativos tenha crescido significativamente e tenda agora a diminuir, com o aliviar das restrições à circulação.

Quanto à população ativa, a estimativa provisória do INE sinaliza que novembro foi sinónimo de um crescimento de 0,3%, face ao mês anterior, para 5.87,1 mil pessoas e de uma quebra de 0,3% face ao mês homólogo.

(Notícia atualizada às 11h32)

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