Trump suspenso do Twitter, Facebook, Instagram e Snapchat

O presidente dos EUA foi suspenso ou alvo de restrições no Twitter, Facebook, Instagram e Snapchat. O YouTube também removeu um conteúdo que violava a nova política de utilização da plataforma.

As principais redes sociais aplicaram restrições a Donald Trump e o Twitter ameaçou banir o ainda presidente dos EUA, depois de um ataque ao Capitólio incitado pelo chefe de Estado norte-americano. Num período de menos de 24 horas, as plataformas viram-se obrigadas a tomar medidas que evitaram a todo o custo ao longo dos últimos cinco anos e, já depois da publicação desta notícia, o Facebook decidiu suspender o presidente “indefinidamente”.

O Twitter, que tem sido a plataforma mais usada pelo presidente dos EUA, continuou a aplicar notas e alertas junto das mensagens de Donald Trump, à semelhança do que tem feito desde as eleições presidenciais, para dar mais contexto sobre as alegações do chefe de Estado. No entanto, esta quarta-feira, tomou a decisão inédita de esconder permanentemente duas mensagens e um vídeo do presidente, publicados durante o ataque ao Capitólio, exigindo a respetiva remoção.

“Como resultado da situação sem precedentes e em curso em Washington, exigimos a remoção de três tweets de @realDonaldTrump [a conta pessoal de Donald Trump] que foram publicados há pouco, por repetidas e severas violações da nossa política de integridade civil”, anunciou a rede social liderada por Jack Dorsey.

“Isto significa que a conta de Donald Trump vai ser bloqueada por 12 horas depois da remoção desses tweets. Se os tweets não forem removidos, a conta continuará bloqueada”, acrescentou a empresa, que reforçou ainda que a continuação deste comportamento por parte de Trump conduzirá à “suspensão permanente” da conta do presidente.

O Facebook também tomou medidas para limitar o alcance das mensagens do presidente, banindo um vídeo onde Trump apelava à desmobilização da multidão, mas repetindo a falsa acusação de que o resultado das eleições presidenciais foi manipulado. “Removemo-lo porque, no geral, acreditamos que contribui mais do que diminui o risco da violência em curso”, afirmou fonte oficial da empresa, citada pela BBC.

A plataforma fundada por Mark Zuckerberg acabou por ir ainda mais longe, tendo bloqueado a conta do presidente Donald Trump por um período de 24 horas. “Avaliámos duas violações de política contra a página do presidente Trump que resultarão num bloqueio de funcionalidades de 24 horas, o que significa que perderá a capacidade para publicar na plataforma durante esse período”, acabou por anunciar a rede social.

Medida semelhante acabou por ser aplicada também no Instagram, limitando ainda mais o alcance de Donald Trump nas redes sociais. Citado pelo site especializado The Verge, o líder do Instagram, Adam Mosseri, confirmou que a conta do presidente também foi bloqueada por 24 horas nessa plataforma.

No entanto, já depois da publicação desta notícia, Mark Zuckerberg tomou a decisão de suspender “indefinidamente” a conta do presidente dos EUA no Facebook e no Instagram. O fundador da rede social alega que permitir que Donald Trump continue a usar o serviço acarreta demasiados riscos para a ordem pública, numa altura de transição de poder para Joe Biden.

No YouTube, o referido vídeo do presidente dos EUA também foi eliminado pela plataforma detida pela Google. Também segundo o The Verge, a plataforma tomou esta medida com base numa nova política de utilização, datada de dezembro de 2020, que impede a publicação de conteúdo que alegue que fraude generalizada impactou os resultados das presidenciais.

O presidente dos EUA está ainda bloqueado no Snapchat. Segundo confirmou fonte oficial da rede social ao TechCrunch, a empresa decidiu aplicar a medida na quarta-feira e continuará a monitorizar a situação, não tendo avançado com uma perspetiva sobre quando é que as limitações poderão ser levantadas.

(Notícia atualizada às 16h21 com suspensão de Trump do Facebook e do Instagram por tempo “indefinido”)

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