Em plena pandemia, salário médio na construção sobe para 1.010 euros

Salários na construção atingiram a média de 1.010 euros, crescendo assim 3,7% face ao período homólogo, de acordo

A pandemia de coronavírus fez tremer o mercado de trabalho, ameaçando os salários e os postos de trabalho, na generalidade dos setores. A construção tem sido uma das poucas exceções a esse cenário de tensão, não tendo parado nos meses em que o país esteve confinado — não parará neste novo confinamento também — e estando mesmo a assistir a um crescimento das remunerações. De acordo com os dados mais recentes do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, o salário mensal dos trabalhadores deste setor atingiu a média de 1.010 euros, um crescimento de 3,7% face ao período homólogo.

“Em julho de 2020, a taxa de salário mensal dos trabalhadores abrangidos no Inquérito aos Salários por Profissões na Construção atingiu a média de 1.010,6 euros, correspondendo a acréscimos de 3,7% em termos homólogos e de 1,0% face a abril de 2020“, informa o GEP.

Todas as profissões do setor em causa registaram variações homólogas positivas, numa altura em que, por causa da pandemia, o mundo do trabalho está sob pressão. A atividade de estucador destacou-se com um salto homólogo de 5,1% do salário médio mensal para 867,9 euros, seguindo-se a profissão de ladrilhador, com um aumento de 5% para 879,8 euros, de eletricista de construções e de canalizador, ambas com uma subida de 4,9%, para 984,3 euros e 948,5 euros, respetivamente.

De notar que entre os pedreiros e trabalhadores não qualificados de engenharia civil e de construção de edifícios (39% dos trabalhadores do setor), o salário médio mensal subiu 4,3% e 3,5%, respetivamente, para 863,3 euros e 820,7 euros. No caso dos engenheiros civis, a remuneração média mensal aumentou para os 1.923,70, mais 1,4% que no período homólogo.

De acordo com o GEP, a taxa de salário horário fixou-se em 5,8 euros/hora, estável em relação a abril e 20 cêntimos acima do mês homólogo de 2019. E a duração normal do trabalho semanal foi de 40 horas na generalidade das profissões, exceto na de canalizador (39,9 horas) e na de engenheiro civil (39,7 horas).

Durante o primeiro confinamento geral do país, a construção não foi obrigada a parar, ao contrário do que aconteceu em muitos outros setores. Portugal prepara-se agora para voltar a fechar, repetindo-se a decisão em relação a esse setor.

Os dados relativos aos salários na construção registados em outubro de 2020 deverão ser conhecidos em fevereiro deste ano, segundo o calendário do GEP.

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