Preço da botija de gás limitado a 23,87 euros até 2 de fevereiro

Este preço entra em vigor às 0h00 da próxima segunda-feira, 18 de janeiro. Fora deste regime de preços máximos ficam as botijas mais leves, como as Plumas da Galp, por exemplo, entre outras.

O Governo decretou um novo confinamento geral no país e uma das primeiras medidas já anunciadas é o congelamento do preços do gás engarrafado, que ainda é usado por cerca de 2,3 milhões de famílias para alimentar fogões, esquentadores e caldeiras.

Assim, durante o mês de janeiro as botijas de 13 kg de gás butano, as mais comuns, não poderão custar mais do que 23,87 euros (a um preço já fixado pela ERSE em 1,836 euros por kg). Na mesma tipologia (GPL butano T3), as botijas de 12,5 kg passam a custar 22,95 euros.

Este preço entra em vigor às 0h00 da próxima segunda-feira, 18 de janeiro e vigorará até ao segundo dia útil de fevereiro (2 de fevereiro). Em abril de 2020, da primeira vez que o Governou decidiu fixar os preços do gás de garrafa, cada botija de 13 kg de butano não foi além dos 22 euros.

De acordo com o catálogo de garrafas de GPL comercializadas em Portugal da ERSE, fora deste regime de preços máximos para o gás de petróleo liquefeito (GPL) engarrafado, em taras standard em aço, nas tipologias T3 e T5, ficam as botijas mais leves (entre 11 e 12,5 kg, como as Plumas da Galp, por exemplo, entre outras).

No gás propano, as botijas mais pequenas vão custar em janeiro 19,54 euros (9 kg) e 23,89 euros (as de 11 kg, a 2,171 euros por kg). As garrafas maiores, de 35 e 45 kg vão rondar os 68,25 euros e os 87,75 euros, respetivamente (1,950 euros por kg).

Os preços são fixados pelo regulados do setor energético para o mês de janeiro (e meses seguintes), no entanto, “em caso de alteração relevante da cotação internacional, identificada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), o membro do Governo responsável pela área da energia pode, mediante despacho, determinar novos preços regulados a aplicar aos dias remanescentes do mês em curso”.

O preço regulado do GPL engarrafado é determinado no primeiro dia do mês e aplica-se a partir do terceiro dia útil desse mesmo mês, até ao segundo dia útil do mês seguinte.

Dita o Governo que aos preços máximos das garrafas de GPL agora definidos só podem ser somados os custos com o serviço de entrega nas botijas compradas pelo telefone ou online, disponibilizadas em local diferente do ponto de venda.

“Os postos de abastecimento de combustível e os demais pontos de venda de garrafas de GPL com atendimento ao público devem garantir o contínuo fornecimento de garrafas de GPL, designadamente das tipologias sujeitas ao preço fixado no âmbito deste regime”, refere o decreto-lei.

No terreno, para fiscalizar se estes preços estão mesmo a ser cumpridos estará a Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE), a Autoridade da Segurança Alimentar e Económica (ASAE), as forças e serviços de segurança, polícia municipal, entre outros.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Preço da botija de gás limitado a 23,87 euros até 2 de fevereiro

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião