Limitação à venda de certos bens nos supermercados é “errada”, argumenta a CIP

A CIP refere que esta medida não traz "qualquer benefício em termos de saúde pública", penalizando, além do mais, as empresas e os próprios consumidores.

O Governo anunciou, esta quinta-feira, que ia proibir os super e hipermercados de venderem bens que não fossem de primeira necessidade, como é o caso de roupa, artigos desportivos e livros, pelo facto das lojas que comercializam esse tipo de produtos estarem também, durante o período de confinamento, encerradas. Em reação, a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) classificou a medida de “errada”.

Em comunicado de imprensa, a CIP argumenta que esta é uma medida que vem “privar ou dificultar o acesso dos consumidores a um leque alargado de bens” e que, por outro lado, “vem causar maiores danos económicos às empresas portuguesas que têm nos super e hipermercados um importante canal de comercialização da sua produção”.

A confederação defende ainda que esta medida está “longe de proteger os pequenos comerciantes que foram obrigados a encerrar os seus estabelecimentos”, na medida em que outros canais de venda, “como as plataformas eletrónicas”, continuam totalmente operacionais.

Não vendo de que forma esta tomada de decisão possa trazer “qualquer benefício em termos de saúde pública”, penalizando, além do mais, as empresas e os próprios consumidores que por ela são afetados, a CIP apela ao Executivo que “reequacione (…) melhores formas de acautelar os legítimos interesses do pequeno comércio a retalho”, após uma ponderação cuidada dos “custos e benefícios que esta medida comporta” para a economia portuguesa.

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