Reino Unido é o primeiro país europeu a ultrapassar as 100 mil mortes por Covid-19

O número de hospitalizações e óbitos devido à Covid-19 no Reino Unido tem vindo a aumentar. A nova estirpe detetada no país é mais contagiosa e pode também ser mais letal.

O número de mortos no Reino Unido devido à Covid-19, desde o início da pandemia, superou os 100 mil. É o primeiro país europeu a ultrapassar este marco, numa altura em que uma variante inicialmente detetada no país se mostra mais contagiosa e possivelmente mais letal, segundo admitiu o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

“Lamento profundamente cada vida que foi perdida e, claro, como primeiro-ministro, assumo total responsabilidade por tudo o que o governo fez. O que posso dizer é que realmente fizemos tudo o que podíamos e continuamos a fazer tudo o que podemos para minimizar a perda de vidas e minimizar o sofrimento durante o que tem sido uma fase muito difícil de uma crise muito difícil para o nosso país”, disse Boris Johnson, durante uma conferência de imprensa.

O país encontra-se atualmente no terceiro confinamento nacional, enfrentando uma onda de infeções, e subsequentes hospitalizações e mortes, causadas pela variante mais transmissível do vírus. Esta estirpe foi descoberta pela primeira vez no sudeste da Inglaterra no ano passado, tendo-se espalhado para Londres e sendo agora responsável pela maioria das novas infeções.

As mortes registadas na capital britânica, que está atualmente no centro do surto, estão 84% acima da média a cinco anos, de acordo com a Bloomberg (acesso condicionado, conteúdo em inglês). Na semana passada, o primeiro-ministro britânico apontou que, ao contrário do que se pensava até agora, para além de se espalhar mais rapidamente, também parece haver algumas provas de que a nova variante “pode estar associada a um maior grau de mortalidade”, de cerca de 30%.

Com o maior nível de contágio, aumentaram também as hospitalizações, sendo que existem atualmente 37.561 pacientes hospitalizados com Covid-19 em todo o país. Apesar deste cenário, o confinamento decretado ajudou a reduzir o número médio de novos casos registados na semana passada, para quase metade do pico do início de janeiro, aliviando a pressão sobre os hospitais.

Num esforço para detetar as estirpes que vão surgindo, o Reino Unido decidiu também disponibilizar o seu conhecimento sobre genomas para ajudar os países que não tenham recursos suficientes a identificarem novas variantes do vírus, adiantou a Embaixada Britânica, em comunicado. Como tal, será facultado aos outros países o acesso aos recursos para analisar novas variantes, através do lançamento da Nova Plataforma de Avaliação de Variantes.

(Notícia atualizada às 18h30)

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