Fundo Ambiental já ajudou a comprar mais de 4.500 carros e 1.995 bicicletas elétricas

Fundo Ambiental disponibiliza no seu site uma ferramenta interativa que permite consultar informação sobre as receitas obtidas e a sua aplicação.

Entre 2017 e 2020, o Fundo Ambiental aplicou cerca de 1.340 milhões de euros. Boa parte desse dinheiro foi destinado à redução do défice tarifário, mas parte do dinheiro foi destinado também à mobilidade. Passou milhares de “cheques” para a compra de carros, motas e bicicletas elétricas, de acordo com números divulgados pelo Ministério do Ambiente e da Ação Climática.

 

Nestes quatro anos, o programa de apoio à aquisição de veículos elétricos financiou a aquisição total de 7.451 veículos, refere o MAAC em comunicado.

Destes “cheques”, 4.572 foram destinados ao apoio à aquisição de veículos ligeiros passageiros e 88 veículos ligeiros mercadorias. Foram também comparticipadas as compras de 1.995 bicicletas elétricas, 88 motociclos, 143 ciclomotores elétricos 11 bicicletas de carga e 649 bicicletas convencionais.

No total, o Fundo Ambiental disponibilizou cerca de 11,8 milhões de euros para ajudar no processo de transição dos motores a combustão para veículos mais “amigos” do ambiente, os elétricos.

Quanto aos programas que mais recursos mobilizam, o Governo destaca a redução do défice tarifário (com 520 milhões de euros), a sustentabilidade dos sistemas de águas (com 53,79 milhões ou o Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos (com 243 milhões).

A partir desta quinta-feira, 4 de fevereiro, o Fundo Ambiental disponibiliza no seu site uma ferramenta interativa que permite consultar informação sobre as receitas obtidas e a sua respetiva aplicação, desde 2017, ano em que foi criado. Por exemplo: nas alterações climáticas foram aplicadas em quatro anos verbas de 211 milhões de euros, 108 milhões de euros em recursos hídricos, 25 milhões em danos ambientais e 10 milhões em resíduos e economia circular.

“Nos apoios à mitigação e à adaptação às alterações climáticas, salienta-se o apoio à aquisição de viaturas elétricas, o financiamento à expansão dos metros de Lisboa e do Porto e o financiamento de projetos do setor industrial (descarbonização de processos industriais e de gases fluorados). No caso dos recursos hídricos destacam-se, neste período, os apoios concedidos para intervenções em cursos de água afetados pelos incêndios, a sustentabilidade dos serviços de águas e a Operação Tejo, no âmbito da qual se removeram as lamas do leito do rio, evitando a ocorrência de episódios de poluição”, refere o ministério no mesmo comunicado.

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