Portugal deverá baixar para 5.000 casos diários na segunda quinzena de fevereiro

Portugal já deverá ter ultrapassado o pico de incidência da Covid-19, sendo que as estimativas apontam que o país atinja os cinco mil casos diários na segunda quinzena de fevereiro.

Ainda que o número de novos casos e mortes por Covid-19 continue elevado, Portugal já deverá ter ultrapassado o pico de incidência de transmissão do vírus SARS-CoV-2, “por volta do dia 28 de janeiro”, com uma média a sete dias de 12.800 casos diários, revela o projeto Covid-19 Insights, uma iniciativa da Nova Information Management School e da COTEC. As estimativas apontam ainda que o país deverá atingir “a barreira de segurança” dos 5.000 casos por dia na segunda quinzena de fevereiro.

“Os números confirmam a previsão efetuada a 19 de janeiro (…) que apontava o pico da incidência para o período de 28 a 30 de janeiro, com cerca de 12.500 novos casos diários”, lê-se na nota de imprensa divulgada esta quinta-feira. Neste contexto, o índice de transmissibilidade da doença, o chamado RT, “está neste momento ligeiramente abaixo de 1 e só deverá descer abaixo de 0,8 na segunda metade de fevereiro, altura em que deveremos atingir a barreira de segurança dos 5.000 casos diários”, sinaliza a Pedro Simões Coelho, coordenador do projeto.

Nos últimos dias, tem sido ainda evidente a pressão exercida nos hospitais, que levaram, inclusivamente, a que Portugal tivesse que pedir ajuda internacional. Neste âmbito, de acordo com especialistas, também o máximo de internamentos já deverá ter sido atingido, na passada segunda-feira, 1 de fevereiro, dia em que as autoridades reportaram 6.869 pessoas internadas, ao passo que o máximo de internamentos de unidades de cuidados intensivos (UCI) terá sido atingido na quarta-feira com 877 pacientes nestas unidades críticas. Estes números poderiam ser bastantes superiores caso o país não tivesse entrado em novo confinamento geral, com os especialistas deste projeto a apontarem para 8.500 internamentos e 1.230 pessoas em UCI.

Quanto à prevalência da doença, deverá recuar para os 160 mil casos, no próximo domingo, tal como o Público avançou na edição desta quarta-feira (acesso livre). Já “o número total de mortes deverá ascender a 13.700 (o máximo terá sido atingido a 30 de janeiro com cerca de 300 mortes/dia)” enquanto o número de internados é estimado em 5.900, dos quais 825 em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI)”, salienta o comunicado.

Portugal entrou num novo confinamento total em meados de janeiro, mas o incumprimento das regras levou a que dias depois o Governo voltasse a apertar as regras, ditando o encerramento das escolas e que os serviços públicos apenas funcionassem por marcação. Certo é que a alteração destas medidas de contenção parece ter sortido efeito, permitindo que a transmissibilidade da doença tivesse reduzido entre 35% a 40% para níveis próximos do primeiro lockdown. “Na primeira semana de confinamento, o seu efeito terá sido de apenas 30-40% do sentido em março e abril de 2020 (relação entre as taxas de queda de transmissibilidade), sendo que, atualmente, se aproxima já do primeiro confinamento, com um efeito 80% a 90% do anterior”, concluem os especialistas.

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