TAP concentra voos em Lisboa e ao fim de semana

Numa pesquisa pelas reservas disponíveis no site da companhia, é possível perceber que os 7% de atividade que vai decorrer irá foca-se no aeroporto da capital e entre a quinta-feira e segunda-feira.

São cerca de 630 voos para 30 destinos a totalidade da operação que a TAP prevê realizar em fevereiro. Com o novo confinamento e as restrições internacionais a pressionarem, a companhia aérea cortou a grande maioria da atividade e concentrou os voos ao fim de semana e a partir de Lisboa.

“Por força das restrições adicionais aos voos e à mobilidade de pessoas, impostas pelas autoridades nacionais e dos outros países onde a TAP opera para contenção da disseminação global da pandemia Covid-19, a TAP vê-se obrigada a suspender 93% da sua operação durante o mês de fevereiro de 2021, tendo por referência o período homologo do ano anterior”, anunciava a companhia no fim de semana, em comunicado.

Após ter realizado apenas 46.049 voos em 2020 (o que representa uma quebra de 66,5% ou 91.329 face a 2019), a TAP voltou a ter de diminuir a atividade e deverá realizar apenas 630 voos em fevereiro, de acordo com os cálculos do ECO. Numa pesquisa pelas reservas disponíveis no site da companhia, é possível perceber que a atividade que vai decorrer irá focar-se no aeroporto de Lisboa e entre a quinta-feira e segunda-feira, ou seja, no fim de semana.

“Durante este período, a TAP continuará a garantir a mobilidade aérea nacional entre Lisboa, Porto, Madeira e Açores. Adicionalmente, vai assegurar ligações aéreas internacionais a cidades com comunidades portuguesas significativas, como Newark, Boston, Toronto, Madrid, Barcelona, Málaga, Valencia, Amesterdão, Bruxelas, Genebra, Zurique, Luxemburgo, Paris, Nice, Toulouse, Marselha, Lyon, Milão, Roma, Bissau, Conacri, Dakar, Maputo, Praia, São Vicente e São Tomé e Príncipe”, explicava a empresa.

No caso das cidades do continente americano, os aviões da TAP irão viajar entre duas e três vezes por semana, abaixo da generalidade das cidades europeias. As exceções são as rotas entre Lisboa e Luxemburgo ou Nice, para onde voará também apenas 3 vezes por semana. Dentro da Europa, a frequência será maior, com Espanha, sem surpresa, a destacar-se: há um voo diário para Madrid (em muitos casos operado pela White Airways) e quatro voos semanais para Barcelona, Málaga ou Valência. É a mesma regularidade do que para Amesterdão e Bruxelas.

Mais do que Madrid, só mesmo Paris, para onde há oito voos por semana. Há, no entanto, rotas nas quais a frequência vai diminuindo à medida que o mês avança, como Marselha, Milão ou Roma. Se esta semana ainda é possível viajar quase todos os dias, na próxima, já não é bem assim (apesar de em todos os casos haver pelo menos um voo por semana).

Olhando para os destinos do continente africano, também essa diminuição se verifica na rota para Dakar, para onde esta semana ainda haverá voos quase diários, mas na próxima já não. Para Praia há cinco voos semanais, enquanto para Bissau, Conacri ou São Vicente, são apenas dois. Para Maputo é só possível ir à terça-feira e para São Tomé à sexta-feira.

Todos os exemplos referidos são a partir de Lisboa, já que a grande redução foi feita nos voos diretos a partir de Faro — de onde não foi possível encontrar qualquer reserva para os destinos em questão — e a partir do Porto. A partir da cidade do norte do país, é apenas possível viajar diretamente para Zurique (ao sábado) ou para Luxemburgo (à sexta e domingo).

Não é, no entanto, impossível chegar aos restantes destinos já que a TAP está a operar dois voos por dia entre Lisboa e Porto, bem como seis voos por semana para o Funchal. Já para Faro ou para Ponta Delgada, a frequência é mais reduzida para cerca de três voos semanais. Em qualquer caso, a TAP tem vindo desde o início da pandemia a ajustar a oferta com base na evolução da procura e da perspetiva de rentabilidade.

Qualquer viagem de um cidadão português tem de ter uma razão muito forte (como uma viagem de trabalho) já que arrancou, este domingo em Portugal, um novo período de estado de emergência com medidas mais duras, incluindo em relação a viagens internacionais. Os cidadãos em Portugal estão proibidos de se deslocarem ao estrangeiro, por qualquer via, a não ser para deslocações essenciais. Além disso, passageiros que cheguem ao país terão de se sujeitar a confinamento obrigatório. Voltou também o controlo de fronteiras terrestres e por via marítima.

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