Sonangol quer participação ligada a Isabel dos Santos na Galp e recorre a tribunal holandês

  • ECO
  • 8 Fevereiro 2021

A Sonangol quer ficar com participação de 415 milhões de euros na Galp associada a Isabel dos Santos. Já avançou com uma ação num tribunal de Amesterdão que será analisada em maio.

A petrolífera estatal angolana Sonangol avançou para um tribunal holandês para reaver uma participação de 415 milhões de euros na Galp associada a Isabel dos Santos, adianta a Reuters (acesso livre/conteúdo em inglês).

Em causa está a posição indireta da Exem Energy, do marido falecido de Isabel dos Santos, Sindika Dokolo, na petrolífera portuguesa.

A Exem é acionista de 40% da Esperaza Holding, na qual a Sonangol detém 60%. Esta joint-venture detém 45% da Amorim Energia, que, por sua vez, é acionista de referência da Galp com uma posição de 33%.

Foi durante a presidência de José Eduardo dos Santos que a Sonangol vendeu parte da sua participação na Esperaza à Exem, numa operação que os advogados da petrolífera angolana consideram que não fez sentido comercialmente para o Estado angolano e que foi feita para enriquecer a primeira família Dos Santos.

De acordo com o advogado da Sonangol, a ação judicial deverá ser analisada num tribunal de Amesterdão na última semana de maio. A petrolífera estatal apresentará o argumento de que a participação da Exem foi adquirida de forma ilegal, envolvendo lavagem de dinheiro.

“É tudo corrupção… vocês (a Exem) devem-nos as ações, a participação indireta na Galp, porque é roubo. É ilegal, portanto, vocês têm que pagar de volta”, disse Emmanuel Gaillard, da sociedade de advogados Shearman & Sterling, citado pela Reuters.

Os representantes de Isabel dos Santos, que liderou a Sonangol entre 2016 e 2017, quando terminou o regime de quatro décadas do seu pai, não responderam às questões colocadas pela agência de notícias financeira.

A empresária angolana rejeitou qualquer ligação com a Exem, que diz pertencer ao marido falecido no ano passado na sequência de um mergulho no Dubai, e disse estar a ser vítima de uma caça às bruxas pela nova liderança em Angola.

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