SIMAB regista “melhores resultados de sempre” em tempos de pandemia

A pandemia fez disparar a procura por bens alimentares e a Sociedade Instaladora de Mercados Abastecedores registou o melhor resultado de sempre em 25 anos de existência.

A economia voltou a fechar para travar os efeitos da pandemia. Para quando a retoma? O ECO foi falar com vários empresários sobre as perspetivas de retoma nos seus respetivos setores e o que é necessário para ultrapassar as dificuldades.

Com a pandemia, a procura por bens alimentares disparou e a Sociedade Instaladora de Mercados Abastecedores alcançou o “melhor ano de sempre em 25 anos de existência”. O presidente do grupo que gere os mercados abastecedores nacionais, acredita que a pandemia estimulou esse crescimento e que o cluster agroalimentar esteve à altura do desafio.

“São os melhores resultados de sempre em termos de resultado líquido e a manutenção da dívida mais baixa dos 25 anos de história da SIMAB”, destaca com orgulho Rui Paulo Figueiredo. O ano passado, o grupo obteve um resultado líquido consolidado superior a cinco milhões de euros, o que corresponde a um crescimento de 9,2%, e a dívida foi reduzida em cerca de 12%. O presidente do grupo espera manter e consolidar os resultados positivos, apesar de estar consciente “que tudo dependerá do evoluir da pandemia”.

O confinamento fechou vários setores de atividade, mas os mercadores abastecedores tiveram de garantir o normal funcionamento da cadeia de distribuição. Para Rui Paulo Figueiredo, a cadeia de abastecimento “funcionou bem” e “todo o setor foi resiliente, desde os pequenos produtores ao comércio grossista”.

Para o presidente da empresa do grupo Parpública (sociedade gestora de participações sociais do Estado português), um dos motivos que justifica este aumento do volume de negócios deve-se ao crescimento do comércio online que “acabou por substituir alguns problemas com o canal Horeca”.

O grupo, que garante o abastecimento de bens essenciais a cerca de seis milhões de habitantes e é responsável pelos quatro grandes mercados abastecedores do país — Lisboa, Faro, Braga e Évora — explica que o peixe fresco e as floristas foram os únicos setores dentro do cluster agroalimentar que sentiram o impacto da pandemia, ao contrário das frutas e legumes, queijos, carnes que registaram um desempenho positivo e “boa resiliência”.

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