Crédito ao consumo concedido em 2020 foi o mais baixo desde 2015

Valor concedido no Natal baixou da fasquia dos 500 milhões de euros, algo que não acontecia desde junho. Valor concedido em 2020 é o mais baixo desde 2015.

O crédito ao consumo travou no final do ano passado. Foram concedidos apenas 470 milhões de euros em financiamento em dezembro, uma redução expressiva face ao mês anterior, mas principalmente na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Valor concedido no Natal pesou no total do ano: em 2020 foram concedidos 5,8 mil milhões de euros, o valor baixo desde 2015.

A tendência vinha de trás, mas acentuou-se no último mês do ano passado. O novo crédito ao consumo encolheu novamente, desta vez para apenas 470,8 milhões, o valor mais baixo desde junho. Comparando com novembro, houve uma quebra de quase 35 milhões, mas face a dezembro de 2019, antes da pandemia, a quebra foi ainda mais expressiva: mais de 200 milhões de euros. Crédito encolheu em quase 30%.

Dos 470 milhões de euros concedidos, 212 milhões foram para a compra de automóveis, seja de veículos novos ou usados. Um valor que revela uma recuperação face a novembro, isto quando os créditos ao consumo para fins vários caíram de 200 para 175 milhões. Também os valores disponibilizados em cartões de crédito encolheram em cerca de 20 milhões.

Dezembro trouxe, assim, mais uma quebra nos montantes financiados para o consumo, acentuando a quebra registada ao longo de um ano que ficou claramente marcado por uma forte quebra na atividade fruto da crise pandémica.

O total concedido para o consumo caiu para 5,87 mil milhões de euros, um valor 22,6% inferior ao que se tinha registado em 2019, de acordo com os dados do Banco de Portugal.

É preciso recuar cinco anos, até 2015, para encontrar um ano em que o montante concedido pelos bancos e financeiras a operarem no mercado nacional foi mais baixo. Em 2015 tinham sido concedidos 5,07 mil milhões de euros.

(Notícia atualizada às 11h33 com mais informação)

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