Enfermeiros poderão ser desviados para centros de vacinação rápida contra Covid. Se necessário, serão contratados mais profissionais

O coordenador da task force para a vacinação garante que há abertura para a contratação de mais profissionais de saúde, se necessário no processo.

Para agilizar o processo de vacinação contra a Covid-19, uma das opções a ser estudada é “desviar parte dos enfermeiros em centros de saúde para centros de vacinação rápida”, adiantou o coordenador da task force para o plano de vacinação nacional. Se for necessário, há “abertura” para contratar mais profissionais de saúde no processo, garante.

Para a vacinação, que deve atingir as 100 mil doses administradas por dia, há duas hipóteses: “manter centros de saúde a funcionar como estão e usar capacidade de 70 mil vacinas por dia, e depois ir encontrar outros enfermeiros para processos de vacinação rápida”, por um lado, e “outra é desviar parte dos enfermeiros em centros de saúde para centros de vacinação rápida”, apontou o vice-almirante Gouveia e Melo, numa audição no Parlamento.

Para calcular a velocidade a que devem ser administradas, o coordenador explica que “se num trimestre tem 10 milhões de vacinas, divide por 90 dias e essa é velocidade média com que tem de vacinar”. Terá “picos com velocidade inferior”, que têm depois de ser compensados. Os centros de saúde conseguem vacinar em esforço uma média de 70 mil pessoas por dia, pelo que estão a ser equacionados centros de vacinação rápida e possivelmente a articulação com farmácias comunitárias.

Quanto à contratação de mais profissionais de saúde, se não for possível atingir os objetivos de vacinação só com centros de saúde e por isso for necessário canalizar esses profissionais para outras funções, a resposta “terá de passar por contratação”, reiterou o coordenador da task force responsável pelo plano de vacinação.

O vice-almirante garantiu que o grau de preparação para administrar vacinas “é crescente”, sendo que foram convocadas as Administrações Regionais de Saúde e autarquias para o processo. Há, ainda assim, “abertura para contratar novos profissionais se for caso disso e necessário”, assegurou o coordenador.

Para Gouveia e Melo, “qualquer coisa que se gaste neste processo comparativamente a libertar economia três ou quatro meses antes tem um significado insignificante”.

Tendo em conta os constrangimentos que têm surgido no fornecimento, “temos de administrar o máximo disponível”, sublinhou o coordenador. A AstraZeneca diminuir o número de doses entregues “tem implicação evidente nos prazos da meta” de imunidade de grupo, admite. Gouveia e Melo admite ainda que “temos que estar abertos a que tenha que se fazer novo plano”, pelo “dinamismo da situação”, apesar de ressalvar que não se pode fazer um plano sempre que muda disponibilidade de vacina.

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