AstraZeneca poderá entregar menos de metade das vacinas previstas para o segundo trimestre

A AstraZeneca comprometeu-se a entregar 180 milhões de doses aos Estados-membros durante o segundo trimestre deste ano, contudo, deverá entregar menos de metade do previsto.

A AstraZeneca estima entregar menos de metade das vacinas que tinha previsto disponibilizar à União Europeia (UE) no segundo trimestre deste ano, revelou à Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês) uma fonte próxima das negociações.

A AstraZeneca comprometeu-se a entregar 180 milhões de doses aos Estados-membros durante o segundo trimestre deste ano, de acordo com o contrato assinado entre a farmacêutica anglo-sueca e o bloco comunitário, que foi divulgado na semana passada. Contudo, numa reunião interna com a UE, a empresa admitiu que “entregaria menos de 90 milhões de doses no segundo trimestre”, de acordo com um alto funcionário da instituição, em declarações à Reuters, sob anonimato.

A Comissão Europeia não quis prestar declarações. Não obstante, um porta-voz da AstraZeneca já reagiu, garantindo que a farmacêutica está a trabalhar “para aumentar a produtividade da cadeia de abastecimento da UE e a fazer tudo dentro do possível para dar uso da cadeia de abastecimento global”, acrescentando que ainda têm “esperança” de que consigam aproximar “as entregas em conformidade com o acordo de compra antecipada”.

Este corte surge depois de a farmacêutica ter comunicado à instituição liderada por Ursula Von der Leyen um corte para as vacinas disponíveis no primeiro trimestre, invocando problemas de produção. O novo objetivo de 40 milhões de doses até finais de março constitui apenas metade dos fornecimentos que a farmacêutica anglo-sueca tinha inicialmente previsto, e que motivou um “braço de ferro” com a UE.

No total, a farmacêutica deverá disponibilizar cerca de 130 milhões de doses até ao final de junho, um valor bastante inferior aos 300 milhões que se comprometeu a entregar aos Estados-membros da UE.

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