Portugal garante quase um terço das vacinas previstas para este trimestre com novo lote da AstraZeneca

Esta sexta-feira deverá chegar mais uma encomenda de vacinas. Com este lote, Portugal já recebeu 769.780 doses de vacinas Covid-19 desde 1 de janeiro, ou seja, 30,79% do previsto para o 1.º trimestre.

Esta sexta-feira deverá chegar mais uma encomenda de vacinas contra o novo coronavírus a Portugal, desta vez da AstraZeneca. Com a chegada destas 93.600 doses e juntando a encomenda de 104.230 doses da Pfizer de segunda-feira, bem como as restantes 651.900 doses recebidas desde o arranque da vacinação, Portugal já superou as 849 mil doses recebidas.

À semelhança do que aconteceu na generalidade dos países europeus, em Portugal a campanha de vacinação contra a Covid-19 arrancou a 27 de dezembro e desde então e até esta sexta-feira, chegaram ao país 849.730 doses de vacinas, de acordo com as contas do ECO. Se deste total subtrairmos as duas encomendas da Pfizer recebidas em dezembro do ano passado, que totalizam as 79.950 doses, só desde o início do ano o país já recebeu 769.780 doses de vacinas.

Depois dos vários alertas por parte das farmacêuticas sobre os atrasos de vacinas — que levou a que alguns países europeus esticassem o prazo para a segunda dose e a ameaçarem com processos judiciais –, Portugal estima receber 2,5 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 até ao final do primeiro trimestre, em vez dos 4,4 milhões de doses previstos inicialmente. Assim, tendo em conta as doses recebidas desde 1 de janeiro e até esta sexta-feira, Portugal já recebeu quase um terço (30,79%) das encomendas previstas para este trimestre.

De sublinhar que estes 2,5 milhões de doses até março são a estimativa mais atual apresentada pelo Governo e com a qual estão a trabalhar. No entanto, no início desta semana, a Ministra da Saúde salientou que não estão “totalmente” confirmadas e que “vai sendo confirmado, semana a semana, com os dados das empresas”, pelo que podem ser revistas.

Apesar de a vacinação no país estar a acelerar, tendo já sido vacinadas cerca de 2% da população, na semana passada, o primeiro-ministro alertou que a capacidade de vacinação caiu para metade, devido a atrasos na produção de vacinas. “Há uma redução muito significativa do número de vacinas de que vamos dispor neste primeiro trimestre, relativamente àquilo que tinha sido inicialmente contratado pela UE”, avisou, sublinhando que o ritmo mais lento se deve aos atrasos das farmacêuticas, mas a “nenhum atraso nacional”, o que comprova a elevada taxa de vacinação em função das doses disponíveis.

Se nos primeiros tempos as encomendas chegavam de forma mais espaçada, uma vez que existia apenas um tipo de vacina aprovada pela Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês), a da Pfizer, nas últimas semanas têm chegado mais frequentemente, dado que além da referida empresa há mais dois tipos diferentes de vacinas aprovadas na União Europeia: a da Moderna, aprovada a 6 de janeiro, e da AstaZeneca/Oxford, aprovada a 29 de janeiro.

Segundo os dados recolhidos pelo ECO, desde o arranque da vacinação, Portugal já recebeu, pelo menos, 12 lotes de vacinas, sendo que só nas últimas duas semanas já chegaram seis lotes diferentes, incluindo o desta sexta-feira da AstraZeneca (o segundo desta farmacêutica).

A estas vacinas já aprovadas pelo regulador europeu, poderá juntar-se em breve a vacina da Janssen-Cilag, farmacêutica do grupo Johnson & Johnson, que já está a ser avaliada pela Agência Europeia do Medicamento e que, ao contrário das restantes, só precisa de uma toma. Ao que tudo indica, a EMA deverá emitir o seu parecer em meados de março, contudo, o presidente do Infarmed prevê que as primeiras doses cheguem apenas no segundo trimestre, com 1,25 milhões de doses, de um total de 4,5 milhões, que estão previstas ao longo deste ano.

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