Após duas semanas de alívio, atividade económica estabiliza na terceira semana de fevereiro

Na terceira semana de fevereiro, a atividade económica estabilizou em Portugal, após duas semanas em que houve um alívio. Ainda assim, a economia está a contrair por causa do confinamento.

O indicador diário de atividade económica do Banco de Portugal aponta para uma estabilização da queda da economia portuguesa na terceira semana de fevereiro, depois de se ter assistido a um alívio nas duas primeiras semanas deste mês. Após o forte impacto do confinamento decretado a meio de janeiro, os dados indicam que a economia “recuperou”, mantendo-se, no entanto, em terreno negativo.

Na terceira semana de fevereiro, o indicador diário de atividade económica (DEI) registou uma queda homóloga idêntica à observada na semana anterior“, escreve o Banco de Portugal na atualização do indicador divulgada esta quinta-feira. Ou seja, a quebra homóloga foi semelhante à da segunda semana de fevereiro, a qual foi inferior ao registado na segunda quinzena de janeiro.

Apesar de diário, o DEI é apenas publicado à quinta-feira, com dados até ao domingo anterior. Com efeito, a 21 de fevereiro, o último dia para o qual foi apurado o DEI, a queda homóloga do indicador foi de 2,1%. Quando à média móvel semanal, o último valor é o de 18 de fevereiro (-3,3%).

A estimativa da Comissão Europeia aponta para uma contração em cadeia do PIB português de 2,1% no primeiro trimestre deste ano, o que a concretizar-se será a maior queda entre os 27 Estados-membros.

Atividade económica estabiliza na terceira semana de fevereiro

O gráfico com o histórico do indicador mostra que esta contração da economia nos primeiros dois meses de 2021 é mais comparável com a do quarto trimestre do ano passado do que com a do segundo trimestre, período do primeiro confinamento.

Este novo indicador divulgado este ano pelo banco central incorpora diversas séries de informação, como o tráfego de pesados de mercadorias nas autoestradas, o tráfego de correio nos aeroportos nacionais ou as compras efetuadas com cartões bancários. O impacto da pandemia gerou uma maior necessidade de recurso a este tipo de indicadores económicos de divulgação mais frequente, como é o caso do DEI. Isto acontece porque um dos mais relevantes, o Produto Interno Bruto (PIB), é apenas apurado e divulgado trimestralmente.

A próxima divulgação do DEI está marcada para 4 de março. “Refira-se que os valores do DEI podem ser revistos devido a revisões da informação de base ou à incorporação de nova informação, em particular referente ao tráfego de veículos comerciais pesados e carga e correio desembarcados, que têm um desfasamento de divulgação superior”, ressalva o Banco de Portugal.

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