Hotelaria com “muitas incógnitas” quanto ao regresso dos turistas britânicos

O setor hoteleiro diz estar com as expectativas "elevadas" quanto ao regresso dos turistas britânicos para certos destinos portugueses, mas mantém-se cauteloso por ainda haver "muitas incógnitas".

17 de maio é o dia apontado para os britânicos poderem regressar a Portugal para passar férias. O Governo português assim o espera, assim como o britânico, que o anunciou a 22 de fevereiro. Horas depois desse anúncio, as reservas para a Madeira e para o Algarve dispararam, mas o setor prefere manter-se cauteloso. As expectativas estão altas, sobretudo na hotelaria, mas as incógnitas continuam a ser “muitas”.

Portugal está sempre preparado para receber turistas — britânicos e outros –, embora condicionado às normas internas e comunitárias que regulam a mobilidade dos cidadãos de países fora da União Europeia”, diz ao ECO Cristina Siza Vieira, CEO da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).

Esta sexta-feira, Portugal está oficialmente fora da lista de países de risco do Reino Unido, o que significa que os cidadãos que regressem àquele país vindos de terras lusas já não precisam de fazer quarentena. Contudo, na prática, pouco muda, uma vez que os britânicos só podem viajar (por motivos não essenciais) a partir de maio e os voos de/para o Reino Unido continuam suspensos até 31 de março por decisão do Governo português.

Ainda assim, o simples anúncio com uma data para os britânicos poderem fazer férias fora do país foi o suficiente para animar o turismo nacional. As reservas para a Madeira e para o Algarve dispararam, tal como o ECO adiantou no final de fevereiro, mas o setor prefere manter-se cauteloso, uma vez que se “passou de um vazio para alguma procura”.

Cristina Siza Vieira espera que “a situação seja revista do lado de Portugal e que o Reino Unido defina brevemente, em princípio a 12 de abril, as condições para a realização de viagens pelos seus nacionais e residentes” para concretizar o anúncio de Boris Johnson no final de fevereiro.

Enquanto isso não acontece, “a expectativa é particularmente elevada nos destinos de sol e mar tradicionais, Algarve e Madeira, pelas evidentes razões, e menos para outros destinos”, mas, ao mesmo tempo, “é cautelosa porque há muitas incógnitas”.

Sobre reservas concretas, a AHP ainda não tem dados, mas tem a noção de que “as reservas que existem ainda estão fortemente condicionadas”.

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