Paralisação de fábrica da Samsung ameaça produção de iPhones

Uma fábrica de "chips" da Samsung no Texas está parada desde meados de fevereiro e ameaça agora a produção dos iPhones da Apple. Crise mundial da escassez de componentes passa fatura à economia.

Uma fábrica de produção de chips no Texas está parada desde 16 de fevereiro, na sequência de um nevão. A unidade, detida pela Samsung, é responsável por 5% da oferta mundial destes componentes e está a agravar severamente a escassez mundial de processadores.

Os chips são componentes críticos, essenciais para a assemblagem de vários produtos eletrónicos, dos computadores aos automóveis. Segundo o Nikkei Asia, o desequilíbrio entre a elevada procura e a escassa oferta tem vindo a aumentar cada vez mais, ameaçando agora a produção de produtos populares como o iPhone.

Em causa está o facto de esta fábrica da Samsung fornecer os ecrãs OLED que são usados pela Apple em muitos dos novos modelos do aparelho. Fornece ainda processadores para a marca norte-americana Qualcomm, alargando a extensão da crise dos chips a um vasto leque de outras marcas de smartphones, escreve o referido jornal.

No mercado português, a escassez de chips tem vindo a fazer-se sentir de duas formas. Por um lado, numa altura em que alguns alunos ainda estão a ter aulas à distância, há ruturas de stock de computadores portáteis em muitas lojas. Além disso, o Governo tem várias encomendas já feitas, de 435 mil computadores, mas ainda só conseguiu distribuir aos alunos 100 mil.

Por outro, a fábrica de automóveis Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, anunciou esta semana que vai ter de parar um mês por falta de chips. Serão menos 5.700 automóveis a saírem da linha de montagem, penalizando a economia nacional.

Esta sexta-feira, questionado pelo ECO acerca da crise dos processadores, Pedro Siza Vieira, ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, considerou ser necessário não só encarar o problema imediato, mas também assegurar que a União Europeia (UE) tem capacidade própria de produção. A intenção é que a região não dependa tanto de fornecedores externos, geralmente do mercado asiático.

“O que reconhecemos é que devemos não só encarar a falta imediata e as questões de logística e transporte, mas garantir que temos uma economia mais resiliente no acesso a componentes críticos. É um desafio que temos encarado: construir uma sociedade e economia mais resilientes e garantir que temos acesso e que temos uma estratégia para reforçar o acesso a estes componentes críticos”, disse o ministro.

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