À procura de um PC novo? Portáteis vão voar das prateleiras até junho

A procura por computadores vai continuar elevada até ao terceiro trimestre e a IDC estima que só o mercado da Europa ocidental vai crescer um recorde de 39% até março.

As vendas de computadores estão em alta e deverão continuar a crescer ao longo do ano. No conjunto da região da Europa, Médio Oriente e África, as encomendas deverão atingir 96,5 milhões de unidades em 2021, uma subida de 16% face ao ano passado, numa altura em que a pandemia continua a puxar pela procura destes equipamentos.

A estimativa é da IDC, que prevê um crescimento recorde da procura por computadores na ordem dos 39,1% neste trimestre, comparativamente com o intervalo de janeiro a março de 2020. “Confinamentos continuados em toda a região irão resultar numa manutenção da procura por dispositivos que permitam trabalhar, estudar ou jogar a partir de casa durante a primeira metade de 2021”, antecipa a consultora num comunicado.

Os constrangimentos provocados pela Covid-19 desencadearam uma corrida aos portáteis, incluindo em Portugal, onde têm sido comuns as ruturas de stock nos principais comerciantes. A agravar o problema está a escassez de componentes no mercado, sobretudo de processadores, resultado da guerra comercial entre EUA e China e do fecho de fábricas em resposta à pandemia. A falta destas partes tem posto um travão no ritmo da assemblagem.

“O mercado comercial da Europa ocidental deverá apresentar um forte crescimento (25,6%) no primeiro trimestre de 2021 face ao período homólogo, e irá continuar a crescer a dois dígitos até ao terceiro trimestre do ano, suportado nas grandes encomendas relacionadas com a educação que ainda têm de ser completadas. Também há uma forte procura no segmento governamental e no setor provado, à medida que os trabalhadores compram dispositivos que permitam o trabalho remoto”, explica a IDC na referida nota.

A afirmação é o reflexo da situação em Portugal, onde o Governo tem um plano para emprestar computadores a todos os alunos e professores. Os últimos números indicam que já foram distribuídos 84 mil computadores, menos de 20% dos 435 mil encomendados pelo Ministério da Educação. Estes equipamentos estão a ser distribuídos, nesta fase, pelos alunos da Ação Social Escolar, escalões A e B, num momento em que as escolas estão encerradas e o ensino é ministrado à distância.

Face a isto, Simon Thomas, analista da IDC, justifica que, “à medida que a duração dos confinamentos continua para lá das expectativas de muitos, a procura sem precedentes por computadores pessoais continua em paralelo”.

Estimativas para o mercado EMEA:

Fonte: IDC (NB=computadores portáteis; DT=computadores fixos; CAGR=taxa de crescimento anual composta)

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