Preço das casas subiu 8,4% em ano de pandemia. Menos do que em 2019

2020 foi um ano marcado pela pandemia, mas nem isso fez baixar os preços da habitação. Número de transações caiu (-5,3%) pela primeira vez desde 2012.

As casas ficaram mais caras no ano passado, com os preços a subirem 8,4% face a 2019, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Contudo, este desempenho mostra uma desaceleração, dado que, em 2019, a subida tinha sido de 9,6%. Em 2020 realizaram-se 171.800 transações, o equivalente a uma descida de 5,3% face ao ano anterior, num total de 26,2 mil milhões de euros.

No ano passado, embora o Índice de Preços da Habitação (IPHab) tenha subido 8,4% face a 2019, mostrou uma subida menos acentuada do que a observada em 2019 (+9,6%) e do que a observada em 2018 (+10,3%). Em 2019 deu-se o primeiro abrandamento anual do ritmo de crescimento dos preços dos imóveis desde 2016 e 2020 continuou essa tendência de desaceleração, refere o INE.

“Em 2020, apesar do contexto desfavorável decorrente das restrições impostas no âmbito da pandemia da Covid-19, continuou a observar-se uma dinâmica de crescimento dos preços das habitações transacionadas“, lê-se no destaque do INE. Esta trajetória de crescimento dos preços manifestou-se tanto nas habitações existentes (8,7%) como nas habitações novas (7,4%).

Índice de Preços da Habitação | Taxa de variação homóloga (4T2015-4T2020). Fonte: INEINE

Mas, apesar de os preços terem subido, compraram-se e venderam-se menos casas. No ano passado, transacionaram-se 171.800 habitações, menos 5,3% do que em 2019. “Pela primeira vez desde 2012, o número de transações de alojamentos diminuiu, refletindo o contexto económico adverso decorrente da pandemia”, refere o INE. As habitações existentes continuaram a representar a maior parte das transações (84,5%).

Falando em valores, as mais de 171.000 transações imobiliárias feitas no ano passado totalizaram 26,2 mil milhões de euros, um aumento de 2,4% face ao período homólogo. Deste montante, 20,8 mil milhões de euros corresponderam a vendas de habitações existentes (+0,7% face a 2019) e 5,4 mil milhões de euros a habitações novas (+9,3% face a 2019). “Entre 2016 e 2020, o valor das habitações transacionadas registou um crescimento médio anual de 15,3%, sensivelmente o dobro do observado no número de transações, 7,8%”, diz o INE.

De todas as transações realizadas no ano passado, o Norte (28,7%) e a região Centro (20,0%) concentraram 48,7% do número total de transações. A Área Metropolitana de Lisboa, “pelo segundo ano consecutivo, registou uma redução no seu peso relativo regional, fixando-se em 33,5%”. Já em termos de valor, a Área Metropolitana de Lisboa representou 45,4% do valor das transações realizadas no país em 2020, seguida do Norte e do Centro.

O ECO preparou um trabalho para perceber porque é que, mesmo em ano de pandemia, os preços das casas não baixaram. Escassez da oferta, baixas taxas de juro e mudanças familiares são os principais motivos. Leia aqui.

(Notícia atualizada às 11h39 com mais informação)

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