Rendas das casas sobem 1,6% em fevereiro face a 2020

  • Lusa e ECO
  • 10 Março 2021

A variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC), que permite apurar a evolução das rendas na habitação, aumentou para 0,5% em fevereiro.

A variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) aumentou para 0,5% em fevereiro, uma taxa superior em 0,2 pontos percentuais à do mês anterior e em linha com a estimativa rápida anteriormente avançada, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Com isto, também as rendas das casas por metro quadrado aumentaram em fevereiro, mais precisamente 1,6% face ao mesmo mês de 2020.

“Todas as regiões apresentaram variações homólogas positivas das rendas de habitação”, revelam os dados publicados esta quarta-feira pelo INE, que referem ainda que a Região Autónoma dos Açores observou o “aumento mais intenso”, de 2,3%.

Quanto ao valor médio das rendas de habitação, houve uma subida mensal de 0,1%, uma taxa inferior em 0,1 pontos percentuais à registada no mês anterior. Novamente, os Açores foram a região com a variação mensal positiva mais elevada (0,2%), não se tendo observado nenhuma região com variação negativa do respetivo valor médio das rendas de habitação.

Estes dados das rendas podem ser apurados a partir do IPC. De acordo com o INE, o indicador de inflação subjacente (excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) registou uma variação homóloga de 0,7%, taxa superior em 0,1 pontos percentuais à registada em janeiro.

O agregado relativo aos produtos alimentares não transformados registou uma variação homóloga de 1,4% em fevereiro (1,7% no mês precedente), enquanto o índice referente aos produtos energéticos apresentou uma taxa de variação de -3,0% (-4,4% no mês anterior).

Por classes de despesa, e comparando com janeiro, destaque para o aumento das taxas de variação homóloga das classes dos “transportes”, das “comunicações” e do “lazer, recreação e cultura”, com variações de -0,7%, -0,5% e 0,1%, respetivamente (-1,9%, -1,2% e -0,5% no mês anterior). Em sentido oposto, assinala a diminuição da taxa de variação homóloga das classes do “vestuário e calçado” e das “bebidas alcoólicas e tabaco”, com variações de -2,4% e 0,5%, respetivamente (-1,5% e 1,0%, respetivamente, no mês anterior).

Nas classes com contribuições positivas para a variação homóloga do IPC destacam-se os “bens alimentares e bebidas não alcoólicas”, “saúde”, “vestuário e calçado” e “bens e serviços diversos”, enquanto nas classes com contribuições negativas salientam-se os “transportes”.

Comparando com janeiro, é de destacar o aumento da contribuição para a variação homóloga do IPC da classe dos “transportes”. Em sentido contrário, o INE sublinha a redução da contribuição da classe das “bebidas alcoólicas e tabaco”, da “habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis” e dos “restaurantes e hotéis”. Em termos mensais, o IPC apresentou uma variação de -0,5% em fevereiro (-0,3% no mês anterior e -0,6% em fevereiro de 2020). Já a variação média dos últimos 12 meses foi nula (-0,1% em janeiro).

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) registou variação homóloga de 0,3%, taxa superior em 0,1 pontos percentuais à do mês anterior e inferior em 0,6 pontos percentuais ao valor estimado pelo Eurostat para a área do Euro (em janeiro de 2021, esta diferença foi 0,7 pontos percentuais). A variação mensal do IHPC foi de -0,5% (-0,3% no mês anterior e -0,6% em fevereiro de 2020) e a variação média dos últimos 12 meses foi de -0,2% (valor idêntico ao do mês precedente).

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