Seguradoras históricas mantêm uma vantagem sobre as insurtechs

  • ECO Seguros
  • 30 Março 2021

As startups vieram inovar os seguros, apresentando quase só vantagens na eventual situação de concorrência com incumbentes. Mas, estas detêm vantagens competitivas que as insurtech não podem exibir.

As seguradoras históricas mais tradicionais não são conhecidas, normalmente, por estarem na dianteira na adoção de novas tecnologias e produtos mais inovadores. Esta realidade facilitou a ideia de que as insurtech, startups de inovação tecnológica focadas nos seguros, se constituem como concorrentes a temer, tendendo a desafiar o domínio das companhias mais antigas e obrigando-as a adaptarem-se ao movimento de transformação tecnológica e às necessidades dos consumidores mais jovens de modo a não perderem quota de mercado.

Um inquérito realizado junto de empresas e particulares consumidores de seguros revelou que, algumas das insurtechs consideradas como tendo elevado potencial, são pouco conhecidas no mercado britânico, um fator que as torna vulneráveis no terreno de jogo onde competem com as companhias há mais tempo implantadas no mercado.

Por se tratar de marcas jovens e recentes, a Zego, por exemplo, – noticiada como a primeira insurtech a alcançar uma valorização superior a 1000 milhões de dólares no Reino Unido – é conhecida por 12,6% das empresas participantes num inquérito da GlobalData. Outro exemplo é a ByMiles, disruptiva no seguro automóvel e de crescimento rápido, recolhe familiaridade junto de apenas 5,8% dos consumidores particulares, revelam os dados recolhidos no estudo.

Com base nos resultados da sondagem, o site Life Insurance International (conteúdo em inglês, de acesso livre) considera que, embora as insurtech ofereçam normalmente produtos e soluções mais inovadoras em comparação com a oferta que as incumbentes têm no mercado, as startups do setor não beneficiam dos mesmos níveis de visibilidade de uma pegada histórica comparável às das seguradoras mais antigas.

Portanto, as insurtech também podem considerar-se em risco e sentir-se ameaçadas por soluções digitais concorrentes que sejam desenvolvidas pelas companhias de seguro mais antigas e conhecidas no mercado.

Os estudos 2020 UK SME Insurance Survey e o UK Insurance Consumer Survey, conduzidos pela GlobalData no Reino Unido, revelam que algumas das emergentes lideres como Zego, By Miles e a Tapoly são pouco conhecidas de clientes empresas e consumidores particulares. Este fator limita o potencial e taxa de penetração da oferta de produtos e soluções insurtech poderiam ter no mercado.

Por conseguinte, as seguradoras históricas têm a oportunidade de desenvolver as suas próprias ofertas inovadoras, beneficiando da tração que lhes é conferida pela sua presença histórica no mercado e da reputação de que podem beneficiar com essa antiguidade.

Como exemplo, a Chubb lançou recentemente a sua própria proposta direcionada para os segmentos de consumo mais digitalizados, oferecendo englobamento de diversas coberturas numa única apólice. Denominada Chubb Blink, é uma oferta totalmente digital que permite aos clientes escolher os seguros de que necessitam. Inicialmente, são disponibilizadas apenas coberturas pessoais de risco cibernético, mas a Chubb planeia avançar para planos de doença, viagens e seguros de vida, entre outros.

A seguradora também é parceira da AXA numa plataforma de seguros digitais para PMEs sediadas em França. As empresas podem comparar diferentes preços e níveis de cobertura e também obter assistência de um especialista em seguros, se necessário.

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