Abanca compra sucursal do Novo Banco em Espanha

Com este acordo, o Novo Banco aliena as operações de retalho, banca privada e PME em Espanha, incluindo 10 balcões e respetivos colaboradores.

O Abanca comprou a operação do Novo Banco em Espanha. Com esta venda, que se insere no plano estratégico do banco, a instituição liderada por António Ramalho espera melhorar o rácio de eficiência, assim como a rentabilidade dos capitais próprios.

Sem revelar qual o valor da operação, o Novo Banco avança que esta terá um impacto marginal no resultado líquido deste ano, mas permitirá aumentar a posição de capital em cerca de 55bps no Common Equity Tier 1 ratio (esperado); e os rácios de liquidez (LCR e NSFR).

O Novo Banco assinou um acordo com a Abanca Corporación Bancaria, S.A. para a venda da operação da Sucursal de Espanha. Com este acordo, o Novo Banco aliena as operações de retalho, banca privada e PME em Espanha, incluindo dez balcões e respetivos colaboradores“, revela o comunicado enviado esta segunda-feira ao mercado. Em causa uma equipa de 172 colaboradores e uma rede com 102 agentes financeiros especializados, segundo especificou o Abanca em comunicado enviado às redações. Estas dez agências estão situadas em centros urbanos, especializados em banca pessoal, privada, de empresas e institucional.

A instituição liderada por António Ramalho avança, em comunicado que “analisou diversas opções estratégicas relacionadas com a operação em Espanha e deu início a um processo de venda em maio de 2020”. O registo de descontinuação da operação no balanço do banco foi feito a 30 de setembro. “O acordo celebrado representa a opção mais adequada de desinvestimento do negócio, garantindo a manutenção de serviço aos clientes e oferecendo atrativas perspetivas de longo prazo para clientes e colaboradores em Espanha”, sublinha o comunicado emitido pelo Novo Banco.

Esta alienação, que só deverá estar concluída no segundo semestre de 2021, porque ainda faltam as autorizações regulatórias, insere-se no plano estratégico do banco, que passa pela venda de ativos e operações não-core. O objetivo é reduzir a complexidade da estrutura do banco, assim como os custos, “executado de forma a cumprir com os compromissos definidos para 2021”, assumidos pelo Estado português junto da Comissão Europeia em 2017 no âmbito da venda de uma participação do capital social do Novo Banco.

A instituição garante ao mercado que esta transação vai melhorar o rácio de eficiência (Cost to Income) e a rentabilidade dos capitais próprios. E permitirá ao Novo Banco “prosseguir a sua estratégia de reafetação de recursos à atividade bancária em Portugal”, sublinha o mesmo comunicado.

O Abanca considera que esta operação “apresenta um baixo risco de execução e mínimo consumo de capital” e revela que “após a operação, passará a ter um volume de ativos de 71.338 milhões de euros e a gerir 42.368 milhões de euros de crédito a clientes, 46.037 milhões de euros de depósitos e 11.789 milhões de euros de passivos fora do balanço. Contará com 6.312 colaboradores e 745 agências”.

(Notícia atualizada com mais informação)

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