Portugal perde recorde do preço mínimo na energia solar para a Arábia Saudita por 70 cêntimos

"Portugal perdeu o recorde do mundo no solar para a Arábia Saudita. Foi por muito pouco: 70 cêntimos por MWh (11,14 euros vs 10,4 euros)", escreveu João Galamba no Twitter. 

Até agora detentor do recorde mundial do preço mais baixo obtido num leilão de energia solar fotovoltaica, em 2020, quando a empresa Hanwha Q-Cells conseguiu chegar à marca dos 11,14 euros por MWh do segundo destes leilões promovidos pelo Governo, Portugal acaba de perder o primeiro lugar do pódio para a Arábia Saudita.

O anúncio foi feito na rede social Twitter pelo próprio secretário de Estado do Ambiente, João Galamba, citando uma notícia avançada pela PV Magazine que dá conta que “o segundo leilão de solar fotovoltaico da Arábia Saudita atraiu a licitação recorde mundial de 0,0104 dólares por kW para o projeto Al-Faisaliah de 600 MW, que competiu na segunda ronda de aquisição de energias renováveis ​​do país”.

“Portugal perdeu o recorde do mundo no solar para a Arábia Saudita. Foi por muito pouco: 70 cêntimos por MWh (11,14 euros vs 10,4 euros)”, escreveu Galamba no Twitter.

Quando Portugal bateu “um novo recorde do mundo” com o preço de na modalidade de preço fixo e registou 11,14 euros por MWh em 2020, acabou por bater o seu próprio recorde conseguido um ano antes, em 2019, quando no primeiro leilão as licitações mais baixas ficaram nos 14,76 euros por MWh.

Por estes dias, na Arábia Saudita, o príncipe herdeiro Mohammad bin Salman bin Abdulaziz revelou que foram assinados entre o governo saudita e várias empresas internacionais acordos de compra de energia para sete projetos solares de grande escala em várias regiões do país.

“A capacidade de produção destes projetos, além dos projetos de Sakaka e Dumat Al-Jandal, chegará a mais de 3,6 GW”, disse o governante saudita num comunicado citado pela PV Magazine. O projeto vencedor foi selecionado pelo Ministério da Energia saudita na segunda ronda do esquema de aquisições que está a ser realizado no âmbito do Programa Nacional de Energia Renovável (NREP) do país.

Na prática, os 3,6 GW de capacidade referem-se à potência instalada cumulativa que foi atribuída nas duas primeiras rondas do leilão, incluindo a central solar Sakaka, que foi ligada à rede em novembro de 2019, e o projeto Sudair de 1,5 GW, que está a ser desenvolvido em negociações diretas com as autoridades sauditas.

“Mais projetos de energia renovável continuarão a ser desenvolvidos na Arábia Saudita”, afirmou o príncipe herdeiro, sem fornecer mais detalhes sobre os resultados da segunda ronda, que atraiu o interesse de 60 empresas.

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