Tecnológicas puxam por Wall Street. Vacina e inflação pressionam

S&P 500 e Nasdaqd valorizaram, enquanto Dow Jones fechou abaixo da linha de água, com os investidores preocupados com a suspensão da vacina da J&J e com os dados da inflação nos Estados Unidos.

Esta terça-feira foi dia de sessão mista em Wall Street, com o S&P 500 a tocar em máximos, o Nasdaq a valorizar, mas o Dow Jones a cair para o vermelho. No dia em que as autoridades de saúde norte-americanas decidiram suspender a administração da vacina contra a Covid-19 da Johnson&Johnson, esta cotada perdeu mais de 1%.

O índice de referência nos mercados norte-americanos, o S&P 500, valorizou 0,33% para 4.141,66 pontos. Também no verde, o tecnológico Nasdaq avançou 1,05% para 13.996,1 pontos. A contrariar, o industrial Dow Jones perdeu 0,2% para 33.679,44 pontos.

O sentimento em Wall Street esteve condicionado, esta terça-feira, pelos dados relativos aos preços no consumidor dos EUA, que foram divulgados esta tarde. Em março, o índice de preços no consumidor aumentou 0,6%, o maior aumento desde 2012, e acima da estima dos analistas de 0,5%.

A marcar a sessão esteve também a decisão das autoridades federais de saúde norte-americanas de suspender a administração da vacina contra a Covid-19 da Johnson&Johnson, depois de seis mulheres terem desenvolvido coágulos sanguíneos. Em reação, os títulos da J&J recuaram 1,34% para 159,48 dólares.

Já as ações da Pfizer subiram 0,51% para 37,16 dólares e as da Moderna saltaram 7,4% para 149,71 dólares. Estas cotadas são responsáveis pelas duas vacinas contra o vírus pandémico que continuarão a ser administradas nos Estados Unidos, apesar da suspensão do fármaco desenvolvido pela J&J.

A suspensão da vacina em causa pode vir, por outro lado, a despertar receios em torno da recuperação económica. Já esta terça-feira, alguma das cotadas ligadas ao setor do turismo (como empresas de cruzeiros, cadeias hoteleiras e transportadoras aéreas) registaram perdas, já que estariam entre as que mais beneficiariam de uma reabertura da economia possibilitada pelo sucesso da vacinação contra o vírus pandémico. Os títulos American Airlines recuam 1,53% para 22,56 dólares, os da Royal Caribbean Cruises desvalorizaram 0,61% para 86,53 dólares e os da Marriott Internacional Ince descem 0,36% para 148,81 dólares.

Apesar destes dois fatores, esta sessão ficou marcada por um sentimento positivo nos mercados, com os investidores mais virados para as cotadas tecnológicas, que têm vindo a “beneficiar” dos confinamentos impostos para conter a pandemia. As ações da Amazon subiram 0,61% para 3.400,00 dólares, as da Apple avançaram 2,43% para 134,43 dólares, as da Microsoft valorizaram 1,01% para 258,49 dólares e as da Netflix somaram 0,17% para 553,73 dólares.

Os investidores estão também de olho na época de resultados trimestrais, que se aproxima. Na quarta-feira, o Goldman Sachs, o JPMorgan e o Wells Fargo estreiam a época, apresentando os seus números relativos ao período entre janeiro e março de 2021. Segundo a Reuters, os analistas esperam que os lucros das cotadas do S&P 500 aumentem 25%, face ao período homólogo. A confirmar-se, estaria em causa o melhor desempenho trimestral desde 2018.

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