Conheça as dez empresas que acumularam mais patentes internacionais

Bosch lidera o ranking de patenteamento internacional de invenções de origem portuguesa, seguida da Veniam e Hovione. A nível académico, a Universidade do Porto e Minho disputam os primeiros lugares.

A Bosch, a Veniam e a Hovione lideram o ranking das empresas em Portugal que acumularam mais patentes internacionais nos últimos cinco anos, tornando-se assim as mais inovadoras, de acordo com o ranking de 2020 do Indicador Gastão da Cunha Ferreira (IGCF).

O ano 2020 colocou a Bosch no topo da tabela ao destronar a Bial e a Hovione que nos últimos cinco anos disputaram o primeiro lugar. A Bosch contabilizou um total de 108 publicações nesse ano, até agora o número mais elevado a ser registado por uma empresa com atividade de I&D em Portugal, desde 2014, data em que foi criado e publicado pela primeira vez o Indicador Gastão da Cunha Ferreira.

Em segundo lugar, encontra-se a Veniam que em 2020 viu serem publicadas 20 patentes. Este número representa uma descida acentuada nas publicações de patentes relativamente aos anos 2017 e 2018, em que a atividade rondou as 70 publicações.

A encerrar o top três está a Hovione, empresa que lida com patentes desde que foi fundada, no final dos anos 50. Em 2020, viu serem publicadas 35 patentes, um número que difere do ano anterior apenas em cinco publicações.

fonte: Indicador Gastão da Cunha Ferreira – IGCF

Em quarto lugar, ficou a Novadelta, com 56 publicações em 2020, seguido da Bial com 21 publicações. Em sexto lugar, emerge a Tecnimede, que passa de nove publicações em 2019 para 23 publicações em 2020.

Em sétimo lugar, está o INESC com 27 publicações em 2020, seguida do Laboratório Internacional de Nanotecnologia (INL) com 22 publicações. Em nono lugar, ficou a Biosurfit com nove publicações, depois de apresentar, nos últimos anos, uma média em torno das 15 publicações.

Em último lugar, mas a surgir pela primeira vez no top 10 está a multinacional produtora de tabaco, Philip Morris, com um total de 22 publicações. Nos últimos três anos, teve uma média de 20 publicações por ano.

Universidade do Porto e Minho no topo da lista

A nível académico, a Universidade do Porto e a Universidade do Minho disputam os lugares cimeiros deste ranking “fruto da promoção de numerosas operações de transferência de tecnologia” que ambas levam a cabo. A Universidade do Porto contou com 50 publicações em 2020, num total de 218 nos últimos cinco anos e a Universidade do Minho, 58, num total de 172.

fonte: Indicador Gastão da Cunha Ferreira – IGCF

Em terceiro lugar encontra-se a Universidade de Coimbra com 32 publicações. A Universidade de Lisboa sobe uma posição relativamente ao IGCF 2019 e a Universidade de Aveiro desce duas posições. O mesmo acontece com a Universidade de Évora, que passou da oitava para a décima posição no ranking. A Universidade de Aveiro e a Universidade da Beira interior sobem, cada uma, uma posição, tal como a Universidade Nova de Lisboa.

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