“Não é alterando critérios de risco que alteramos a realidade” da pandemia, diz António Costa

Costa rejeita pedido de concelhos mais pequenos, que vão ficar para trás no plano de reabertura, para alterar critérios do desconfinamento. "Quanto maior a gravidade, maiores as restrições", diz.

António Costa não vai mudar os critérios criados para decidir sobre a progressão, ou não, no plano de desconfinamento. Instado a responder às críticas dos concelhos mais pequenos, que dizem que estes são desajustados à sua realidade, o primeiro-ministro diz que não será com uma mudança na forma como se avalia o risco que se vai mudar a realidade da pandemia.

“Houve critérios feitos com uma base científica, que foram debatidos. Foram fixados, são todos conhecidos… Isto permite a todos saberem dia a dia” a evolução da pandemia no país, nas diferentes regiões e nos concelhos, disse o primeiro-ministro em declarações aos jornalistas à margem da homenagem a Telma Monteiro, transmitidas pela RTP3.

Costa diz que os critérios têm de ser monitorizados todos os dias, “não é esperar para ver de 15 em 15″, que é quando são tomadas as decisões sobre quem progride ou não no plano de desconfinamento. E “não é alterando critérios que alteramos a realidade” da pandemia, salientando que “quanto maior a gravidade, maiores as restrições” aplicadas aos concelhos.

“A generalidade do país pode avançar” para a terceira fase de desconfinamento que prevê, entre outros, a possibilidade de restaurantes, cafés e pastelarias poderem receber clientes no seu interior, mas também a reabertura de lojas e dos centros comerciais. Contudo, outros param, ficando nesta segunda fase, o que acontece com seis concelhos. E há outros quatro concelhos que recuam.

“Não estamos a falar de prémios nem castigos”, reiterou António Costa, em resposta aos responsáveis pelas autarquias dos concelhos que são afetados com este travão no desconfinamento. Agora, “temos de trabalhar todos para que daqui a 15 dias já esteja tudo a avançar“, disse, apontando para a última fase do plano, que arranca a 3 de maio.

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