Novo Banco muda-se para o Taguspark a partir do terceiro trimestre

Banco já começou a expandir-se no parque de escritórios de Oeiras. António Ramalho transmitiu aos trabalhadores que mudança da sede ocorrerá de forma gradual a partir do próximo trimestre.

O Novo Banco está de malas feitas para o Taguspark, em Oeiras, que se vai tornar no “quartel-general” do banco após a saída da Avenida da Liberdade, tal como o ECO tinha noticiado. E essa mudança vai ter lugar a partir do próximo trimestre, num processo que ocorrerá de forma gradual, anunciou o CEO António Ramalho aos trabalhadores, segundo informações recolhidas pelo ECO.

Com vista a essa mudança, o banco já começou a expandir-se naquele parque de escritórios que se situa nos arredores da capital — mais ou menos 25 minutos da Avenida da Liberdade, onde se encontra atualmente a sede do Novo Banco (a histórica sede do antigo BES) — e onde já tem a trabalhar mais de 500 colaboradores dos serviços de informação espalhados por dois edifícios.

No mês passado, a instituição financeira fechou naquele parque um contrato de arrendamento de um espaço de escritórios com mais de 2.800 metros quadrados, correspondente ao lote 5. Esta semana, de resto, decorreu um inquérito junto dos trabalhadores afetados sobre a mudança para o Taguspark. O ECO contactou o banco sobre estas mudanças, mas não obteve uma resposta até à publicação do artigo.

Esta mudança acontece depois de Bruxelas ter travado a intenção de construir a nova sede nas Amoreiras, o que obrigou a uma mudança dos planos. No início de abril, o ECO avançou em primeira mão que o banco havia deixado cair os planos de construção da nova sede na rua da Artilharia 1, em Lisboa, embora na altura a instituição não tenha confirmado a intenção de se mudar para Oeiras, dizendo apenas que era uma opção em aberto.

Para aqueles terrenos das Amoreiras estava inicialmente planeado um megaprojeto imobiliário que incluía ainda habitação e serviços. Contudo, surgiram vários problemas. Além de dificuldades no licenciamento, a Comissão Europeia veio também colocar um travão, como se veio a saber com a auditoria da Deloitte. Tudo obstáculos que fazem com que a entidade promotora continue à procura de um projeto viável para o terreno, enquanto o Novo Banco mantém os planos de vender os edifícios na Avenida da Liberdade.

Segundo a auditoria da Deloitte, durante o ano de 2019, o banco solicitou junto das autoridades europeias, no âmbito dos acordos assinados pelo Estado, a reclassificação de parte dos terrenos detidos pelo Fundo de Investimento Imobiliário Fechado Amoreiras (gerido pela GEF) de não core para core para construir a nova sede naquele terreno. Chegou mesmo a injetar 60 milhões de euros no fundo (36 milhões dos quais já nos primeiros dias de dezembro de 2019) com vista a “financiar o plano de execução da estratégia de desenvolvimento urbanístico de um lote de terreno”. Ainda assim, de Bruxelas veio uma resposta negativa quanto ao pedido do banco poucos dias antes da última injeção.

Com a saída da Avenida da Liberdade, o Novo Banco torna-se assim no último grande banco a deixar o coração de Lisboa, depois de nos últimos anos também o BPI, BCP e Caixa Geral de Depósitos (CGD) terem vendido os seus principais edifícios na baixa da capital à boleia da valorização dos imóveis e do aumento do turismo (antes da pandemia).

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