TSMC diz que oferta de “chips” vai alcançar procura do setor automóvel em dois meses

A TSMC, uma das maiores fabricantes mundiais de "chips", prevê ser capaz de dar resposta aos "requisitos mínimos" do setor automóvel até ao final de junho. Para já, não significa o fim da crise.

A gigante dos semicondutores TSMC espera dar resposta aos “requisitos mínimos” de procura do setor automóvel no final do mês de junho. A empresa de Taiwan é uma das maiores fabricantes de processadores em todo o mundo e assume uma posição central na cadeia de abastecimento mundial, numa altura em que há uma escassez global destes componentes.

Em declarações ao programa 60 Minutes da CBS, Mark Liu, chairman da Taiwan Semiconductor Manufacturing Co (TSMC), revelou que a empresa deu conta dessa escassez em dezembro e que começou a tentar acelerar a produção ao máximo para o setor automóvel em janeiro de 2021. “Hoje, acreditamos que estamos dois meses à frente, que podemos alcançar os requisitos mínimos dos nossos clientes antes do fim de junho”, afirmou o responsável.

Contudo, citado pela Reuters, Mark Liu negou que isso significará o fim da crise mundial dos processadores. “Há um atraso temporal. Nos carros em particular, a cadeia de abastecimento é longa e complexa. O fornecimento leva entre sete a oito meses”, explicou.

Em março, problemas na obtenção de processadores levou a Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, a ter de parar a produção de automóveis durante uma semana. A paralisação resultou na perda de 5.700 automóveis que, havendo componentes no mercado, teriam sido produzidos e exportados por Portugal. Muitas marcas do setor têm tido problemas na produção de automóveis por falta de processadores.

A falta de chips começou por impactar o setor automóvel, mas está, atualmente, a gerar constrangimentos em muitos outros setores. Nos últimos meses, têm surgido notícias de ruturas de stock no mercado dos portáteis, nos telemóveis e em muitos outros produtos.

O problema levou mesmo o ministro da Economia português, Pedro Siza Vieira, a admitir que a União Europeia não pode estar tão dependente de fornecedores externos, sendo esperados investimentos para reforçar a capacidade interna de produção na região.

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