Lusíadas Saúde desiste de concorrer à PPP de Cascais porque proposta do Estado “não garante sustentabilidade financeira”

O grupo sinaliza que, segundo as projeções realizadas para a proposta do Estado, existiria a "ocorrência de prejuízos crescentes, a partir de 2023, em todos os anos subsequentes da concessão".

A Lusíadas Saúde não vai participar no novo concurso para a Parceria Público-Privada (PPP) no Hospital de Cascais. O grupo, responsável pela gestão deste hospital nos últimos anos, sinaliza que “tinha interesse em concorrer”, mas a “proposta apresentada pelo Estado não garante a sustentabilidade financeira do projeto”.

“O grupo consultou várias entidades para preparar a sua candidatura e todas concluíram que a proposta apresentada pelo Estado não garante a sustentabilidade financeira do projeto“, adianta a Lusíadas Saúde, em comunicado. O contrato de gestão com a Lusíadas Saúde no Hospital de Cascais terminava em 2018, mas foi prorrogado por até três anos para dar tempo para realizar um novo concurso, que estava atrasado.

Segundo os estudos e projeções realizados para o grupo, “as condições propostas não cobrem a estrutura de custos prevista, prevendo-se a ocorrência de prejuízos crescentes, a partir de 2023, em todos os anos subsequentes da concessão, não sendo possível atingir a sustentabilidade da operação em nenhuma das situações simuladas”.

A Lusíadas “tinha interesse em concorrer, e em continuar o projeto, mas tendo em consideração as condicionantes do modelo proposto, no presente concurso, não conseguimos construir uma proposta sustentável que assegure a qualidade e excelência de cuidados que pautam a atuação do grupo“, salienta Vasco Antunes Pereira, CEO do Grupo Lusíadas, citado em comunicado.

O grupo tinha adiantado ao ECO em janeiro que estava no processo de concurso para esta PPP, encontrando-se “em fase de análise detalhada dos termos e condições expostos”. Depois desta análise, a opção acabou por ser de não participar no concurso, decisão que foi comunicada esta quarta-feira ao Governo.

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