Medina pede desculpas por partilha de dados de manifestantes com a Rússia: “Foi um erro lamentável e não devia ter acontecido”

"Foi erro a todos os títulos lamentável” e "não devia ter acontecido". Assim reagiu Fernando Medina à polémica relacionada com a partilha de dados de manifestantes anti-Putin com autoridades russas.

Fernando Medina reconheceu o “erro a todos os títulos lamentável” por a Câmara de Lisboa ter partilhado informação pessoal de manifestantes anti-Putin com autoridades russas. “Não podia ter acontecido”, disse o presidente da autarquia lisboeta, adiantando que já pediu desculpas pessoalmente aos três promotores da manifestação.

“Quero fazer um pedido de desculpas público, em nome da câmara, por as coisas terem corrido como aconteceram e que não devia ter acontecido. Já pedi pessoalmente desculpas aos promotores”, afirmou Medina em declarações transmitidas pela RTP.

“É um erro que resultou do funcionamento burocrático dos serviços que aplicaram nesta manifestação o que aplicam à generalidade das dezenas de manifestações que acontecem no município de Lisboa sobre os mais diversos motivos”, acrescentou.

Embora a câmara siga estas regras há uma década, Fernando Medida admitiu que “não é um procedimento adequado quando há manifestações em que pode ser identificado o risco para os participantes”, como foi o caso.

Adiantou que a câmara já tirou consequências deste caso e vai alterar os procedimentos para assegurar que coisas destas não voltem a acontecer. “A Câmara Municipal de Lisboa não facultará mais nenhum dado a não ser a PSP”, indicou.

Sobre as declarações de Carlos Moedas, que pediu a demissão do cargo de presidente da autarquia, Fernando Medina diz tratar-se de uma “tentativa de aproveitamento político absolutamente evidente” e que “mostra o desespero em que se encontra a candidatura de Carlos Moedas”. Disse ainda que está disponível para prestar mais explicações no Parlamento.

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