Portuguesa Daniela Braga escolhida para ajudar Casa Branca a delinear estratégia para inteligência artificial

A empresária aos comandos da DefinedCrowd é uma dos 12 escolhidos por Biden para o grupo que vai ajudar a desenhar a estratégia de dados para a inteligência artificial nos EUA.

Daniel Braga, fundadora e CEO da DefinedCrowd, é uma das 12 pessoas escolhidas pela Administração do presidente norte-americano, Joe Biden, para o grupo que vai ajudar a desenhar a estratégia de dados para a inteligência artificial (IA) nos Estados Unidos.

Radicada em Seattle, a empresária portuguesa está aos comandos da DefinedCrowd, empresa que recolhe, estrutura e enriquece bases de dados para inteligência artificial, e vai, agora, integrar a “National Artificial Intelligence Research Resource Task Force”, anunciada pela Casa Branca esta quinta-feira.

O objetivo é delinear uma estratégia para “expandir o acesso a recursos críticos e ferramentas educacionais que estimulem a inovação da Inteligência Artificial e a prosperidade económica a nível nacional”, afirma Daniela Braga, numa entrevista à RTP1.

A líder considera que poderá dar um contributo especialmente relevante na “criação de guidelines para criar dados eticamente transparentes”, bem como na “interação homem-máquina”, graças à sua formação em Linguística.

Daniela Braga, 43 anos, é licenciada em Linguísticas, no Porto, mestre no Minho em Linguística Aplicada e doutorada na Corunha em Tecnologias da Linguagem.

Além da empresária, estas são as pessoas que fazem parte da task-force, que combina academia, indústria e Governo: Lynne Parker (office of science and technology policy da Casa Branca), Erwin Gianchandani (national science foundation), Mark Dean (ex-funcionário da IBM e investigador da Universidade do Tennessee), Oren Etzioni (Allen Institute for AI), Julia Lane (Universidade de Nova York), Fei-Fei Li (Universidade de Stanford), Andrew Moore (Google), Michael Norman (Universidade da Califórnia), Dan Stanzione (Universidade do Texas), Frederick Streitz (Departamento de Energia) e Elham Tabassi (National Institute of Standards and Technology).

Numa entrevista no final de 2019 que deu à Pessoas, Daniela Braga dizia que esperava que as pessoas conseguissem perceber que a inteligência artificial “não vem tirar-lhes emprego mas, pelo contrário, está a facilitar-lhes e a dar-lhes mais oportunidade de emprego”.

“É um grande mito achar que a inteligência artificial vai tomar conta dos nossos empregos ou os robôs vão tomar conta do mundo. Para já, além de estarmos muito longe de uma coisa dessas em termos de desenvolvimento tecnológico, estamos numa fase em que a inteligência artificial vai tomar conta das tarefas rotineiras, e permitir libertar as pessoas para o que fazem melhor: ser criativos em todas as áreas de conhecimento”, afirmava na altura.

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