Tecnologia portuguesa está a criar campeões digitais há 30 anos

A Quidgest, através de inteligência artificial, reduz drasticamente o tempo de desenvolvimento de software, tendo em conta que 98% do código das soluções é gerado automaticamente.

A Quidgest, multinacional tecnológica, sediada em Lisboa, assume-se como pioneira na área da inteligência artificial aplicada ao desenvolvimento de software de gestão. Já desenvolveu mais de 600 produtos com a plataforma e vende soluções a organizações de mais de 20 países espalhados pelo mundo.

A multinacional portuguesa fundada em 1988 quer ajudar a reforçar o conhecimento em engenharia de software e está a revolucionar a forma como se desenvolve software um pouco por todo o mundo através do Genio uma plataforma de geração automática de código assente em modelação e inteligência artificial.

Com o apoio de inteligência artificial, a plataforma tem a capacidade de reduzir drasticamente o tempo de desenvolvimento tendo em conta que 98% do código das soluções é gerado automaticamente. O trabalho de um software developer equipado com o Genio é equiparável ao trabalho de 10 pessoas.

O Genio da Quidgest combina independência tecnológica, padronização de código e velocidade de entrega em múltiplas linguagens e tecnologias. A plataforma gera automaticamente código standard (como se fosse escrito por um programador) de alto nível, sem erros.

Para o cofundador da multinacional tecnológica, a “indústria 4.0 é o futuro, ainda não tinha era chegado ao software e de certo modo não chegou”. Adianta que a indústria 4.0 é uma indústria flexível que se adapta rapidamente.

Profissão de programador pode desaparecer

O Genio destina-se a consultores ou analistas de negócio que pretendam fazer parte do processo de transformação digital das suas organizações. João Paulo Carvalho, senior partner e cofundador, explica ao ECO que com esta plataforma “bater código está ao acesso de todos” e que tem clientes a produzir software de diversas áreas, desde a comunicação social à geografia.

O cofundador da Quidgest realça que no futuro “vai ser importante conhecer uma linguagem de programação”. João Paulo Carvalho exemplifica que já existem muitas escolas que querem lecionar no ensino primário uma linguagem de programação. No entanto, alerta que “provavelmente a profissão de programador não vai existir no futuro” porque “não será necessário à partida escrever código para criar soluções”.

Muitos clientes, mas crescimento abrandou com a pandemia

Com empresas já constituídas em Portugal, Alemanha, Timor-Leste e Moçambique, para além de parcerias no Reino Unido, em Angola, no Brasil, na Polónia, em El Salvador e na Jamaica, a Quidgest tem investido fortemente na internacionalização das suas atividades. Lá fora, a multinacional tecnológica conta com clientes como Deutsche Telekom, Governo de El Salvador, Jamaica, Timor-Leste, Assembleia Nacional de Angola, Banco de Cabo Verde, entre outros.

João Paulo Carvalho, senior partner e cofundadorQuidgest

Em Portugal, a multinacional tecnológica, que emprega cerca de 100 colaboradores, conta com clientes como a Assembleia da República, Turismo de Portugal, FC.Porto, Instituto português de qualidade, Centro Hospital de Lisboa, Hospital São João, Provedor de Justiça, CCDR Algarve, IEFP, Região Autónoma dos Açores, Universidade Nova de Lisboa, Universidade Aberta, Eurobic, EDP, Inatel Fundação, Altice Cuidados de Saúde, Câmara Municipal do Porto, entre muitos outros.

Através da plataforma, a empresa disponibiliza produtos para as mais variadas áreas: privacidade digital, gestão financeira e recursos humanos, gestão de ativos, sistemas de gestão estratégica, sistemas de manutenção hospital, entre muitos outros produtos. “Os clientes aprendem a usar a plataforma Genio para criar as suas próprias soluções”, conta o cofundador da Quidgest.

Com a pandemia, a empresa sofreu uma quebra no volume de negócios de cerca de 10%. “Não crescemos tanto como em 2019, mas continuamos uma tendência crescente de vendas”, realça João Paulo Carvalho.

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