Voos com Reino Unido caem para metade após Portugal sair da lista verde

Com a quebra do turismo do Reino Unido, Portugal foi o único dos 10 países europeus com mais tráfego aéreo a registar, no domingo passado, uma atividade inferior à verificada duas semanas antes.

Portugal tem vivido uma recuperação do turismo nos últimos meses, a refletir as medidas de desconfinamento, mas também a entrada na lista verde do Reino Unido. Essa categoria — que permitia aos turistas não fazerem quarentena no regresso — foi, no entanto, passageira e a retirada já se está a refletir no tráfego aéreo, com as viagens entre os dois países a caíram mais de 50%.

“Os Estados-membros viram, de forma geral, uma subida do tráfego [no domingo] — exceto Portugal que tem uma redução de 4% face às últimas duas semanas como resultado da queda de 53% no tráfego com o Reino Unido“, anunciou Eamonn Brennan, diretor-geral da Eurocontrol, esta segunda-feira no Twitter.

Portugal era o único país da União Europeia que estava na lista verde pelo que o turismo nacional perdeu a vantagem competitiva que tinha face a outros destinos europeus quando passou para a categoria âmbar. Com efeito a partir de 8 de junho, os turistas britânicos passaram a ter de fazer 10 dias de quarentena à chegada (realizando testes à Covid-19 no segundo e no oitavo dia após a chegada).

A alteração inclui os arquipélagos da Madeira e dos Açores. Logo após o anúncio, a maior procura por estes bilhetes fez com que os preços dos voos disparassem, especialmente nas viagens com partida de Faro, uma vez que o Algarve é um dos destinos preferidos dos turistas do Reino Unido. Agora, no primeiro fim de semana desde que a quarentena voltou a ser obrigatória, vê-se o efeito da decisão.

Com a quebra do turismo do Reino Unido, Portugal foi o único dos 10 países europeus com mais tráfego aéreo a registar, no domingo passado, uma atividade inferior à verificada duas semanas antes. Espanha foi o país mais concorrido com 2.739 voos (mais 26% que há duas semanas), seguindo-se a Alemanha (com um aumento de 19% para 2.581 travessias) e França (que reforçou os voos em 26% para 2.346).

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