Aicep espera voltar a ter ano recorde e captar mil milhões em investimentos

Até junho deste ano, Aicep já contratualizou 285 milhões de euros em projetos de investimento, o mesmo face a 2020. Mas a expectativa é fechar o ano com mil milhões de euros contratualizados.

O presidente da Aicep espera que este ano volte a ser de recordes em termos de captação de investimento. Até junho já contratualizou 285 milhões de euros em projetos, um montante idêntico ao contratualizado o ano passado. Mas a expectativa é fechar o ano com mil milhões de euros contratualizados.

Apesar da pandemia e das disrupções nas cadeias de fornecimento, Castro Henriques revela que a expectativa é de 2021 possa voltar a ser um ano recorde, tal como 2018 e 2019 o foram. O otimismo, ainda que prudente, de Luís Castro Henriques prende-se com o facto de o país manter os seus fatores de competitividade e por ter levado a cabo um forte acompanhamento dos projetos que estavam em pipeline em 2020 e que acabaram por ser transferidos para este ano e para o próximo em virtude das incertezas geradas pela pandemia.

Na apresentação das linhas gerais do Plano Estratégico da Aicep, esta terça-feira, Luís Castro Henriques, explicou que o ano passado foram captados 30 novos projetos de investimento: 28 de empresas que não têm qualquer atividade em Portugal e duas que decidiram investir em áreas diferentes daquelas que já tinham no país. Dois terços destes projetos são da área dos serviços e um terço na indústria.

O responsável explica que prefere medir o desempenho do ano passado com base na criação de postos de trabalho (cerca de dois mil), porque como a maior parte dos investimentos são na área de serviços partilhados e centros de desenvolvimento de software, não há lugar à assinaturas de contratos de investimentos com os respetivos incentivos associados. Uma prática mais comum em projetos industriais, mas que a pandemia retraiu, porque “tiveram de ser reposicionar nas cadeias de fornecimento global”. Castro Henriques Assumiu que “muitos projetos foram revistos”, mas nem todos em baixa, acrescentou. “O importante foi manter os clientes industriais”, frisou.

Aicep alarga rede externa com delegações na Finlândia, Noruega e Chicago

No Plano Estratégico da Aicep, a agência revela que vai alargar a sua rede externa para tentar captar mais investimentos e promover as exportações nacionais. Em cima da mesa está a abertura de duas delegações nos países do Norte da Europa: Noruega e Finlândia, onde a agência não estava presente. Mas também abrir uma terceira delegação nos Estados Unidos, em Chicago.

A aposta em Chicago prende-se com o esforço de aumentar as exportações nacionais para os Estados Unidos, mas também para o Canadá, aproveitando já o acordo CETA. Já os mercados do norte da Europa justificam-se pelas novas macro tendências de consumo, mas também pelo sucesso que os produtos portugueses têm tido naqueles mercados.

Num plano estruturado em quatro pilares que assentam na promoção externas através das mexidas na rede externa e na escolha de mais quatro FDI Scouts — dois para a Europa e dois para os mercados que não cobertas pela rede, onde não faz sentido ter recursos dedicados — para “alargar a captação proativa de investimento externo”, “ir à procura de empresas”, uma opção que tem dado frutos, assegura Castro Henriques.

Ainda a este nível a agência vai apostar o lançamento de uma grande campanha de divulgação da imagem de Portugal. Uma campanha que não vai ser desenhada para um triénio, mas sim para uma década. Para já foram ouvidas várias associações e stakeholders para que todos consensualizem qual deve ser a imagem de Portugal.

Em preparação está também a remodelação do programa Inov Contacto para se adaptar melhor aos novos modelos organizacionais. A Nova IMS está a desenvolver um estudo junto dos clientes da Aicep para depois ajustara as tendências neste programa que tem mais de 25 anos e é financiado com verbas comunitárias do POISE. Também aqui é necessário fazer ajustamentos àquelas que venham a ser as elegibilidades definidas no novo quadro comunitário de apoio (o PT2030).

Luís Castro Henriques sublinhou ainda a contínua aposta no digital, nomeadamente através da criação de uma infraestrutura comum de um showroom virtual que todas as empresas e associações possam utilizar com claros benefícios ao nível dos custos, mas também um criar um otimizador de investimento que reúne as várias oportunidades que os municípios nacionais apresentam. Em cima da mesa está o desenvolvimento de ações conjuntas por fileira (o Aicep export together) como por exemplo a iniciativa que está a ser desenvolvida com a Alibaba, para garantir uma presença de 15 empresas do agroalimentar nacional. As candidaturas terminaram segunda-feira e agora há que fazer a seleção.

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