Governo estuda forma de comparticipar testes à Covid

"Com a decisão de utilizarmos o certificado [digital] e os testes para mais funções, o Governo está também a estudar uma forma de poder comparticipar os seus custos", disse Mariana Vieira da Silva. 

O Governo está a ponderar comparticipar os testes de despiste à Covid-19, por forma a incentivar a testagem, anunciou esta quinta-feira a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, após o Conselho de Ministros.

“Com a decisão de utilizarmos o certificado [digital] e os testes para mais funções e momentos, o Governo está também a estudar uma forma de poder comparticipar os custos” dos testes e espera “ter novidades nos próximos dias”, revelou Mariana Vieira da Silva.

O objetivo passa por tornar os preços dos testes “mais acessíveis”, para que este “sejam cada vez mais usados” pela população. “Esse é um trabalho que estamos a realizar”.

Esta intenção é conhecida no dia em que o Governo revelou que vai permitir, a partir desta “semana”, a utilização do certificado digital Covid para o acesso sem restrições a determinados eventos culturais, como espetáculos, eventos desportivos, como jogos de futebol, bem como eventos familiares, como casamentos e batizados. Nesse sentido, para a entrada nesses eventos, o que “se exige é um teste que tenha um resultado laboratorial”, seja PCR ou o teste rápido, explicou a ministra da Presidência, após o Conselho de Ministros, ficando, assim de fora os autotestes.

Além disso, o Governo o certificado digital Covid vai também ser utilizado “quando existam limitações à liberdade de circulação”, o que significa que apesar de ter sido prolongada a proibição de circulação de e para a Área Metropolitana de Lisboa durante o fim de semana, vai ser permitido circular mediante apresentação deste documento ou “com teste negativo”, sinalizou ainda Mariana Vieira da Silva.

Este documento atesta o estado de imunização do seu portador com base em três critérios: se foi vacinado contra o novo coronavírus ou se desenvolveu anticorpos contra o Sars-CoV-2, por ter sido infetado (isto num período entre 11 a 180 dias após o registo da infeção), ou se fez, recentemente, um teste negativo à Covid-19 (os testes PCR têm uma validade de 72 horas, ao passo que nos testes rápidos a validade é encurtada para 48 horas). Vai também funcionar para viagens dentro da UE, a partir de 1 de julho, conforme definido pelo bloco europeu.

(Noticia atualizada às 16h21)

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